Braskem (BRKM5) despenca mais de 13% após busca tutelar contra credores

O objetivo é preservar um ambiente estável para a continuidade das negociações em andamento.

Author
Publicado em 25/06/2026 às 12:53h Publicado em 25/06/2026 às 12:53h por Elanny Vlaxio
Os papéis eram negociados a R$ 6,68 (Imagem: Shutterstock)
Os papéis eram negociados a R$ 6,68 (Imagem: Shutterstock)
As ações da Braskem (BRKM5) despencavam mais de 13% nesta quinta-feira (25) após a companhia comunicar o início de um processo de mediação com credores financeiros e o protocolo de um pedido de Tutela de Urgência Cautelar. Por volta das 12h21 (horário de Brasília), os papéis preferenciais da petroquímica caíam 13,65%, negociados a R$ 6,68, liderando as perdas do Ibovespa.
Em fato relevante divulgado ao mercado, a Braskem informou que, em continuidade às discussões iniciadas em setembro de 2025, a companhia e determinadas subsidiárias deram início a um processo de mediação perante a Câmara Wind de Mediação e protocolaram um pedido de Tutela de Urgência Cautelar junto à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca da Capital de São Paulo.
Segundo a empresa, as medidas foram aprovadas pelo Conselho de Administração e envolvem exclusivamente os credores financeiros da companhia. O objetivo, segundo a nota, é preservar um ambiente estável para a continuidade das negociações em andamento, buscando uma solução consensual, estruturada e ordenada para a sua estrutura de capital, em linha com a posição de liquidez da empresa e com o cenário atual da indústria petroquímica global.
A companhia informou ainda que o Conselho de Administração também aprovou, caso seja necessário e em momento oportuno, a adoção e/ou validação de eventuais medidas protetivas no exterior. A Braskem ressaltou que tanto o processo de mediação quanto o pedido de tutela possuem escopo estritamente financeiro e não afetam suas obrigações com fornecedores, clientes e demais partes relacionadas. 
Vale citar que a Braskem encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 1,446 bilhão, resultado que representa um avanço de 107% em comparação ao mesmo período do ano passado. Apesar do crescimento do lucro, o Ebitda recorrente da companhia somou R$ 1,0 bilhão entre janeiro e março, registrando queda de 24% na comparação anual. A receita líquida também apresentou retração no período.