Agenda econômica: Ata do Copom e dados de inflação no Brasil e nos EUA

Mercado terá a oportunidade nesta semana de colher pistas sobre os rumos das taxas de juros.

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Publicado em 09/08/2026 às 11:45h Publicado em 09/08/2026 às 11:45h por Lucas Simões
Ata do Copom traz a justificativa sobre a última decisão sobre a taxa Selic (Imagem: Shutterstock)
Ata do Copom traz a justificativa sobre a última decisão sobre a taxa Selic (Imagem: Shutterstock)
Entre os dias 10 e 14 de agosto de 2026, os investidores mais atentos terão a chance de captar pistas sobre os próximos rumos das taxas básicas de juros tanto aqui no Brasil quanto nos Estados Unidos, elementos que mexem sensivelmente com o valuation dos ativos em bolsa de valores.
A semana já começa com a divulgação da ata do Copom (Comitê de Política Monetária), documento em que o Banco Central do Brasil justifica os motivos que o levaram a reduzir a taxa Selic de 14,25% ao ano para os atuais 14% ao ano. Pode ser que já haja algum direcionamento nas entrelinhas sobre os próximos ajustes.
Também no próximo dia 11 de agosto (terça-feira), o mercado tomará ciência da inflação oficial acumulada durante o mês de julho, com a publicação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Economistas projetam uma leve variação de +0,16%, trazendo o indicador para +4,64% no acumulado dos últimos 12 meses.
De toda forma, as expectativas de inflação no Brasil seguem bem acima da meta estabelecida de 3% ao ano, conforme o CMN (Conselho Monetário Nacional). Embora uma taxa básica de juros elevada seja prejudicial para a economia real e os investimentos em renda variável na bolsa de valores, o Banco Central tem o desafio de reduzir ainda mais o IPCA, pelo menos dentro do teto da meta em 4% ao ano. 
A situação econômica nos Estados Unidos também não anda nada confortável e no próximo dia 12 de agosto (quarta-feira) teremos a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) também referente a julho. 
Economistas projetam deflação de -0,4% no mês e que a inflação americana fique em +3,5% no acumulado dos últimos 12 meses, ou seja, bem distante da meta de 2% ao ano.
O Federal Reserve até manteve a taxa básica de juros inalterada na sua decisão mais recente, ainda em agosto, oscilando entre 3,50% e 3,75% ao ano. Todavia, cerca de 47% das apostas do mercado para a decisão em 28 de outubro são de que os juros americanos subirão para 3,75% e 4,00% ao ano, contra as apostas de 40% para juros inalterados.

Segunda-feira, 10 de agosto de 2026

  • 8h30: Brasil (Relatório Focus)
  • 15h: Brasil (Balança Comercial Semanal) 

Terça-feira, 11 de agosto de 2026

  • 1h30: Austrália (Decisão da Taxa de Juros)
  • 8h30: Brasil (Ata do Copom)
  • 9h: Brasil (IPCA de julho)
  • 11h30: Brasil (Leilão de Tesouro Selic e Tesouro IPCA+) 

Quarta-feira, 12 de agosto de 2026

  • 3h: Alemanha (Inflação ao Consumidor em julho)
  • 5h: Itália: (Inflação ao Consumidor em julho)
  • 9h30: Estados Unidos (Inflação ao Consumidor em julho) 

Quinta-feira, 13 de agosto de 2026

  • 9h: Brasil (Vendas no Varejo em junho)
  • 9h30: Estados Unidos (Inflação ao Produtor em julho)
  • 11h30: Brasil (Leilão de Tesouro Prefixado) 

Sexta-feira, 14 de agosto de 2026

  • 3h45: França (Inflação ao Consumidor em julho)
  • 6h: Zona do Euro (PIB do segundo trimestre 2T26)
  • 9h: Brasil (Dados de Emprego PNAD Contínua)
  • 11h: Estados Unidos (Sentimento do Consumidor em julho)