O mercado financeiro voltou a revisar para cima as expectativas de inflação para 2026, em mais uma semana marcada pela pressão do petróleo no cenário internacional. Esta já é a nona alta consecutiva nas projeções dos economistas consultados pelo Banco Central no Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (11).
A piora nas estimativas ocorre em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, que levou o petróleo a operar acima de US$ 100 nesta segunda-feira (11). O movimento reacendeu preocupações com impactos sobre os combustíveis e, consequentemente, sobre a inflação brasileira nos próximos meses.
Porém, o mercado ainda manteve a expectativa de continuidade da queda dos juros no Brasil. Atualmente, a Selic está em 14,50% ao ano, após dois cortes promovidos pelo Banco Central em 2026.
Para o fim do próximo ano, os economistas seguiram projetando a taxa básica em 13% ao ano, o que indica expectativa de novas reduções ao longo do ciclo monetário. Já para 2027, a projeção para a Selic subiu de 11% para 11,25% ao ano. Enquanto isso, a estimativa para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2026 permaneceu estável em 1,85%.
Veja as projeções
Dólar
A expectativa para o
dólar em 2026 caiu de R$ 5,25 para R$ 5,20. Já a projeção para 2027 ficou em R$ 5,30.
- 2026: caiu para R$ 5,20;
- 2027: ficou em R$ 5,30;
- 2028: caiu para R$ 5,35.
Selic
A projeção para a taxa básica de juros da economia, a
Selic, referente ao ano de 2026, ficou em 13%. A estimativa para a taxa de juros ao término de 2027 subiu de 11% para 11,25%
- 2026: 13%;
- 2027: subiu de 11% para 11,25%;
- 2028: 10%.
PIB
A expectativa para o crescimento econômico em 2026, medido pelo
PIB (Produto Interno Bruto), ficou em 1,85%. A projeção para o PIB de 2027, no entanto, subiu, passando de 1,75% para 1,76%.
- 2026: ficou em 1,85%;
- 2027: saiu de 1,75% para 1,76%;
- 2028: ficou em 2%.
Inflação
- 2026: saiu de 4,89% para 4,91%;
- 2027: ficou em 4%;
- 2028: ficou em 3,64%.