Para quem não sabe ainda, os filhos do presidente americano Donald Trump são acionistas relevantes na
American Bitcoin (ABTC), empresa mineradora de Bitcoin que precisou realizar um grupamento de ações na proporção de 1 para 15, como requisito para se manter no renomado índice acionário
Nasdaq-100.
Isso porque a empresa cripto da família Trump (em que os filhos do presidente dos EUA integram o grupo de acionistas com participação de 20% no negócio) acumula desvalorização de 95% ante sua cotação máxima em agosto de 2025.
Há quase exatos 12 meses, as ações da American Bitcoin chegaram ao topo de US$ 2.625 cada, poucas semanas antes da criptomoeda atingir sua cotação máxima de US$ 126.198,07 no início de outubro de 2025.
Desde então, o valor de mercado da American Bitcoin foi obliterado, chegando a ter ações valendo menos de US$ 1 cada, o que justificou a necessidade do grupamento de ações na bolsa de valores americana.
O foco da American Bitcoin é minerar e acumular o máximo de
BTC possível, o que tende a ser bastante rentável durante um ciclo de touro no mercado cripto. Mas o arsenal de computadores e data centers acabou ofuscado pela
preferência do mercado em privilegiar companhias direcionadas à corrida da IA.
Nas estimativas da Bloomberg, a participação dos filhos do presidente Trump nos negócios da American Bitcoin acumula um prejuízo de US$ 600 milhões, contrastando com o lucro de US$ 1,4 bilhão em operações com criptoativos reportado por Trump no ano passado.