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Bitcoin (BTC) registrou queda na tarde desta quinta-feira (25), recuando ao nível de US$ 58 mil, apesar dos dados de
inflação dos EUA virem praticamente em linha com o esperado.
Pesaram nas cotações o sentimento de risco frágil e volátil das bolsas de Nova York e a aceleração nas saídas de capital de
ETFs (Exchange-Traded Funds).
Por volta das 18h30 (horário de Brasília), o Bitcoin recuava 2,49%, a US$ 59.491,22, enquanto o
Ethereum (ETH) caía 3,59%, a US$ 1.561,44, segundo a plataforma Binance.
Durante a manhã, a moeda digital bateu mínima desde 2024, a US$ 58.121,67, ainda conforme a Binance, voltando a operar próximo de US$ 60 mil pouco tempo depois.
Saídas de ETFs saltam para US$ 469 mi em um único dia
Na avaliação da Glassnode, a movimentação recente do bitcoin se deve à realização de perdas e à fraca demanda institucional, com saídas de ETFs ligados à criptomoeda.
As saídas líquidas dispararam para US$ 469 milhões na quarta-feira, ante US$ 113,8 milhões no dia anterior, enquanto liquidações no valor de US$ 660,5 milhões foram registradas nas últimas 24 horas, segundo dados da CoinGlass.
Para a Glassnode, os preços do bitcoin devem operar com ímpeto limitado no curto prazo até recuperarem a faixa entre US$ 66,8 mil e US$ 70,7 mil.
Ataque em Ormuz reacende preocupações
No cenário geopolítico, um ataque a embarcação no Estreito de Ormuz colocou em xeque o avanço das negociações entre EUA e Irã, ao retomar preocupações sobre a liberdade de navegação na região.
O ambiente colocou em segundo plano os dados americanos de inflação e
PIB, que não alteraram as perspectivas de alta dos juros pelo Fed (Federal Reserve) até o fim do ano.
Para o Deutsche Bank, essas expectativas de política monetária também pesam contra a criptomoeda, já que em um ambiente de taxas elevadas o custo de oportunidade de manter um ativo que não gera rendimento aumenta.
📊 Segundo o banco, o bitcoin passa a ser negociado como um ativo de risco sensível à liquidez, em vez de um porto seguro.