Banco Pine (PINE4) quase dobra lucro e alcança ROAE de 37,5% no 2T26

Melhora dos resultados reflete a estratégia do banco de focar em linhas com maior retorno.

Author
Publicado em 12/08/2026 às 11:28h Publicado em 12/08/2026 às 11:28h por Marina Barbosa
O ROE do Pine superou o dos bancões no 2T26 (Imagem: Shutterstock)
O ROE do Pine superou o dos bancões no 2T26 (Imagem: Shutterstock)
O Banco Pine (PINE4) teve mais um trimestre de forte crescimento, impulsionado pela estratégia de focar em produtos de maior rentabilidade e melhor retorno ajustado ao risco.
📈 A instituição teve um lucro líquido de R$ 165,7 milhões no segundo trimestre de 2026, que é quase o dobro do resultado de R$ 83 milhões reportado no mesmo período de 2025. 
Além disso, expandiu o ROAE (retorno ajustado sobre o patrimônio líquido) de 29% para 37,5% nesse período, atingindo um nível de rentabilidade que supera com folga o dos bancões brasileiros.
Para se ter ideia, o BTG Pactual (BPAC11) entregou um ROAE de 26,7% no segundo trimestre de 2026. Já o ROE do Itaú (ITUB4) atingiu 24,3%, o do Bradesco (BBDC4) foi para 16,2% e o do Santander (SANB11) caiu para 12,5%.

A estratégia por trás da alta

De acordo com o Pine, três motores explicam a evolução dos resultados:
  • o crescimento de 40% da carteira expandida de crédito; 
  • o foco em linhas de crédito com maior retorno ajustado ao risco; 
  • a melhora do índice de eficiência.
"A melhora de 8,5 p.p. no ROAE do 2T25 para o 2T26 ocorre com menor alavancagem – o ganho vem de melhora no retorno sobre a carteira", destacou.
O Pine concentra suas atividades em operações de crédito com garantias, que são consideradas menos arriscadas, como o crédito consignado. 
Porém, nos últimos trimestres, também passou a mirar produtos com maior retorno ajustado ao risco, para diversificar a carteira e ampliar os ganhos.
A chamada "rota do yield" envolve sobretudo uma maior oferta de cartões e de crédito consignado privado, que oferece um "retorno bem acima do custo de capital", segundo o banco.

Os números do 2T26

💲 Com isso, a carteira de crédito expandida do Pine atingiu R$ 21,8 bilhões no segundo trimestre de 2026, puxada sobretudo pelo crescimento do consignado privado.
"A rota do yield atingiu 53,1% da carteira de Varejo e 35,8% da carteira expandida, refletindo a maior participação de linhas com retorno ajustado ao risco mais atrativo", informou o banco.
A taxa de inadimplência, no entanto, também subiu. O indicador atingiu 2,7% em junho de 2026, contra 2,2% de março e 1,3% no mesmo mês de 2025.
Já a receita de serviços cresceu 4,3% em um ano, para R$ 37,3 milhões, na medida em que a relação do banco com os clientes evolui do crédito para produtos de maior valor agregado.