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Banco Pine (PINE4) teve mais um trimestre de forte crescimento, impulsionado pela estratégia de focar em produtos de maior rentabilidade e melhor retorno ajustado ao risco.
📈 A instituição teve um lucro líquido de R$ 165,7 milhões no segundo trimestre de 2026, que é quase o dobro do resultado de R$ 83 milhões reportado no mesmo período de 2025.
A estratégia por trás da alta
De acordo com o Pine, três motores explicam a evolução dos resultados:
- o crescimento de 40% da carteira expandida de crédito;
- o foco em linhas de crédito com maior retorno ajustado ao risco;
- a melhora do índice de eficiência.
"A melhora de 8,5 p.p. no ROAE do 2T25 para o 2T26 ocorre com menor alavancagem – o ganho vem de melhora no retorno sobre a carteira", destacou.
O Pine concentra suas atividades em operações de crédito com garantias, que são consideradas menos arriscadas, como o crédito consignado.
Porém, nos últimos trimestres, também passou a mirar produtos com maior retorno ajustado ao risco, para diversificar a carteira e ampliar os ganhos.
A chamada "rota do yield" envolve sobretudo uma maior oferta de cartões e de crédito consignado privado, que oferece um "retorno bem acima do custo de capital", segundo o banco.
Os números do 2T26
💲 Com isso, a carteira de crédito expandida do Pine atingiu R$ 21,8 bilhões no segundo trimestre de 2026, puxada sobretudo pelo crescimento do consignado privado.
"A rota do yield atingiu 53,1% da carteira de Varejo e 35,8% da carteira expandida, refletindo a maior participação de linhas com retorno ajustado ao risco mais atrativo", informou o banco.
A taxa de inadimplência, no entanto, também subiu. O indicador atingiu 2,7% em junho de 2026, contra 2,2% de março e 1,3% no mesmo mês de 2025.
Já a receita de serviços cresceu 4,3% em um ano, para R$ 37,3 milhões, na medida em que a relação do banco com os clientes evolui do crédito para produtos de maior valor agregado.