Banco Pine (PINE4) cancela ações mantidas em tesouraria; entenda

A operação não altera o valor do capital social da instituição, mas reduz a quantidade de papéis.

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Publicado em 17/07/2026 às 10:02h Publicado em 17/07/2026 às 10:02h por Elanny Vlaxio
O Banco Pine apurou lucro líquido de R$ 149,9 milhões no 1T26 (Imagem: Divulgação)
O Banco Pine apurou lucro líquido de R$ 149,9 milhões no 1T26 (Imagem: Divulgação)
O Banco Pine (PINE4) informou que aprovou o cancelamento de 2 milhões de ações preferenciais mantidas em tesouraria, decisão tomada pelo Conselho de Administração na última quinta-feira (16). A operação não altera o valor do capital social da instituição, mas reduz a quantidade de papéis em circulação na estrutura societária do banco.
As ações canceladas haviam sido adquiridas por meio do programa de recompra de ações da companhia. Com a operação, o capital social do Banco Pine permanece em R$ 1.270.485.254,43, sem qualquer redução. A principal mudança ocorre na composição acionária da companhia, que passa a ser dividida em 257.888.724 ações nominativas, sem valor nominal.
Desse total, 129.950.956 correspondem a ações ordinárias, enquanto 127.937.768 são ações preferenciais. O cancelamento envolve exclusivamente os papéis que estavam mantidos em tesouraria pela companhia, sem impacto sobre o valor do capital social.
Lembrando que no primeiro trimestre de 2026, o Banco Pine apurou lucro líquido de R$ 149,9 milhões. O resultado representa uma retração de 18,3% na comparação com o trimestre imediatamente anterior, mas mais que dobrou em relação ao mesmo período de 2025, registrando crescimento de 104,1%.
A rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido encerrou o trimestre em 37,9%. Apesar do indicador permanecer em um patamar elevado, houve redução de 16,9 pontos percentuais em comparação com os três meses anteriores. As receitas do banco alcançaram R$ 596,2 milhões entre janeiro e março, avançando 20,1% frente ao quarto trimestre de 2025 e acumulando expansão de 172,3% na comparação anual.
Já as despesas administrativas e com pessoal somaram R$ 93,2 milhões no período. Os gastos administrativos cresceram 8,1% em relação ao trimestre anterior, enquanto as despesas com pessoal avançaram 50,2%. O índice de eficiência, indicador em que resultados menores representam melhor desempenho operacional, ficou em 21,5% no primeiro trimestre de 2026.