Aposentada perde R$ 37 milhões em golpe de investimentos no RS

Uma gerente de um tradicional banco brasileiro está entre os alvos de prisão.

Author
Publicado em 13/08/2026 às 11:37h Publicado em 13/08/2026 às 11:37h por Elanny Vlaxio
A fraude começou com a inclusão da aposentada em grupos de mensagens  (Imagem: Divulgação Polícia Civil)
A fraude começou com a inclusão da aposentada em grupos de mensagens (Imagem: Divulgação Polícia Civil)
Uma aposentada de 70 anos perdeu mais de R$ 37 milhões após cair em um golpe envolvendo uma falsa plataforma de investimentos, de acordo com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul. A fraude é alvo da Operação Criptoabate, realizada nesta quinta-feira (13), que investiga uma organização criminosa por suspeita de estelionato.
A ação mobilizou agentes em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e nas cidades paulistas de São Paulo e Santos. Ao todo, foram expedidos 10 mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão. Dezoito pessoas são alvo da operação.
Entre os alvos das prisões estão três proprietários de empresas que atuam com movimentação de criptoativos. A apuração aponta ainda que os suspeitos diziam trabalhar para a TDASX, empresa que encerrou as atividades depois que as investigações começaram.

Banco tradicional envolvido

A investigação também chegou ao sistema bancário. Uma gerente de um tradicional banco brasileiro está entre os alvos de prisão. A conexão surgiu durante a análise dos 25 primeiros destinatários empresariais dos valores enviados pela principal vítima. Segundo a Polícia Civil, 24 desses destinatários tinham contas na mesma instituição financeira, diz o G1.

Vítima foi atraída para grupos de investimentos

A fraude começou com a inclusão da aposentada em grupos de mensagens que aparentavam reunir pessoas interessadas em estudar e investir no mercado financeiro. 
Nesse ambiente, eram apresentadas análises de mercado, orientações financeiras e resultados que aparentavam indicar ganhos. 
A vítima passou a acreditar que os investimentos estavam dando retorno e aumentou gradualmente os valores que enviava. A situação mudou quando ela tentou retirar o dinheiro. Segundo a polícia, os saques foram bloqueados e os suspeitos passaram a exigir novos pagamentos. As cobranças eram justificadas como taxas ou impostos.