O chairman e sócio sênior do
BTG Pactual (BPAC11), André Esteves, confirmou nesta segunda-feira (13) que o banco está avaliando a compra de ativos do
BRB (BSLI4), com uma ressalva clara: nada que tenha origem no
Banco Master.
"Já compramos ativos, estamos olhando outros ativos do BRB, mas não vamos olhar os do Master", afirmou Esteves após participar do painel de abertura da Conferência de Carreiras, promovida pela plataforma Na Prática, braço filantrópico de educação do BTG Pactual.
O banqueiro acrescentou que outros bancos do grupo S1, os maiores do país, também estão adquirindo ativos do BRB.
Bradesco (BBDC4) e
Itaú (ITUB4) já negociaram com a instituição cerca de R$ 1 bilhão em carteiras de contratos de empréstimos concedidos por estados e municípios com aval da União.
BTG descarta comprar o BRB inteiro
Esteves foi igualmente direto ao ser questionado sobre a aquisição do BRB como um todo e afirmou que o banco não tem interesse. Embora uma eventual venda do Banco de Brasília não tenha sido anunciada oficialmente, nos bastidores se especula que, em uma situação-limite, alguma instituição financeira poderia absorver o banco ou parte dele.
O BTG costuma ser citado nesse tipo de cenário, dado seu histórico em operações de resgate de bancos com dificuldades, como Banco Panamericano, Bamerindus e Banco Nacional.
BRB tenta vender R$ 15 bi em ativos do Master
Na semana passada, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), estiveram em São Paulo, na Faria Lima, em visitas a bancos, conforme fontes.
Segundo informações da governadora e do presidente do BRB, a instituição negocia a venda de ativos originários do Banco Master por R$ 15 bilhões e busca um empréstimo de R$ 6,6 bilhões por meio do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e de outros bancos para cobrir o rombo deixado pelas operações com a instituição de Daniel Vorcaro, liquidada em novembro passado.