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Nesta sexta-feira (29), a Aneel informou que vai manter a bandeira amarela no sistema de energia durante o mês de junho. Com isso, os consumidores continuarão tendo que pagar um valor adicional pelo consumo.
Segundo a agência, a decisão reflete uma piora nas condições hídricas do país, o que requer que os sistemas alternativos sejam adicionados para cobrir a necessidade nacional. Diante disso, os consumidores pagarão R$ 1,885 por cada 100 kWh consumidos na conta de luz.
A conta de luz permaneceu na bandeira verde entre janeiro e abril deste ano, mas foi mudada em maio. Em abril, houve menos chuvas e, portanto, os reservatórios de água deixaram de operar dentro de sua capacidade, conforme destacou a agência vinculada ao governo federal.
"O anúncio ocorre devido ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado", justificou a agência. Com o acionamento da bandeira amarela, a ANEEL reforça que os consumidores devem cultivar bons hábitos de consumo para evitar desperdícios e contribuir para a sustentabilidade do setor elétrico.
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Apesar da notícia negativa, alguns consumidores não têm muito com o que se preocupar. Isso porque parte dos moradores do Norte e Nordeste do país deve receber descontos nas suas próximas contas de energia.
Na semana passada, a Aneel liberou R$ 5,5 bilhões em benefícios para clientes de 22 distribuidoras, com descontos que giram, em média, em 4,5% do valor da tarifa. O valor é referente ao Uso de Bem Público, que é pago pelas usinas hidrelétricas por utilizarem os rios para gerar energia elétrica.
O pagamento previsto dessas quantias está marcado para julho, portanto, só depois disso a conta final será fechada. De posse desses dados, a Aneel deve informar exatamente quanto cada distribuidora terá direito.
Apesar disso, já há distribuidoras usando o valor ou repassando o desconto na conta de luz dos consumidores, como uma antecipação dos preços. A Amazonas Energia, por exemplo, utilizou o valor para contornar um aumento tarifário já autorizado pelos órgãos reguladores. Desta forma, os consumidores sentirão um impacto de 6,5% na conta, em vez dos 23% previstos anteriormente.
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