Americanas (AMER3) avança para saída da recuperação judicial, mas ações caem forte

Varejista reduziu prejuízo no 1T26 e já recebeu parecer favorável do Ministério Público.

Author
Publicado em 14/05/2026 às 16:40h Publicado em 14/05/2026 às 16:40h por Wesley Santana
Americanas é uma grande varejista do país, com valor de mercado de R$ 1 bilhão (Imagem: Shutterstuck)
Americanas é uma grande varejista do país, com valor de mercado de R$ 1 bilhão (Imagem: Shutterstuck)

Na noite desta quarta-feira (13), a Americanas (AMER3) divulgou seu balanço do primeiro trimestre de 2026. A varejista informou a redução do seu prejuízo em 34%, que chegou ao final de março em R$ 329 milhões.

Os investidores, claro, olharam atentos para esse número, mas outro assunto que chamou a atenção foi a possível saída da recuperação judicial. A companhia solicitou o término do processo há algumas semanas e, agora, diz que recebeu um parecer favorável do Ministério Público de forma antecipada.

“Fizemos pedido no final de março. Agora tem o trâmite burocrático. Já avançamos desde março, com parecer favorável do Ministério Público. Agora está nas mãos da juíza. Os advogados acreditam que a saída efetiva seja no terceiro trimestre deste ano”, disse o diretor financeiro, Sebastien.

Leia mais: Ibovespa sobe forte, dólar cai e Wall Street bate recorde

A decisão teria sido fundamentada nos esforços da companhia para fortalecer sua estrutura de capital. Nesta semana, por exemplo, anunciou a venda de 10 lojas da rede Natural da Terra, levantando cerca de R$ 69 milhões em capital, além da alienação de sua participação na Único.

“Estamos negociando a venda de imóveis também. Ainda temos propriedade de lojas e até prédios inteiros. Uma parte deve ser vendida ainda neste ano”, afirmou Durchon. Na última atualização da companhia, o valor estimado com as vendas de imóveis era de até R$ 468 milhões.

Mesmo com as novidades, os acionistas não se mostraram muito otimistas com a companhia. As ações da Americanas despencam cerca de 6% no pregão desta quinta, cotadas em R$ 5,30, conforme dados da B3.

Atualmente, a companhia mantém R$ 1 bilhão em valor de mercado, um saldo que vem crescendo com o passar dos meses. No começo deste ano, a situação era um pouco pior, mas os investidores voltaram a apostar no negócio centenário.