B3 (B3SA3) pretende lançar ações tokenizadas no início de 2027
Com isso, ações brasileiras vão ganhar representações digitais na rede blockchain.
🤑 Dessa vez, o maciço interesse dos investidores por renda fixa em 2024 é o que fará engordar as receitas da B3 (B3SA3), a dona da bolsa de valores brasileira. E, com isso, a companhia deve continuar distribuindo mais dividendos aos seus acionistas, conforme sondagem da Genial Investimentos nesta sexta-feira (20).
A corretora revisou o preço-alvo da B3 para R$ 15,80 por ação ao final de 2025, um potencial de ganhos ao redor de 30% no patrimônio dos acionistas. Isso porque os analistas incorporaram a melhora nas receitas da companhia, sobretudo pelas iniciativas de diversificação de negócios.
No caso, os analistas Eduardo Nishio, Felipe Oller e Wagner Biondo ajustaram as estimativas de lucro contábil da B3 para os seguintes patamares:
"Nosso preço justo de R$ 15,80 é baseado no modelo de FCFE (Fluxo de Caixa Livre para o Acionista), assumindo um crescimento de 7,0% na perpetuidade e uma taxa de desconto de 16,6%", destaca o trio, em relatório.
As ações da B3 negociam a um preço múltiplo atraente, segundo a Genial:
Portanto, a B3 tem um desconto relevante de 39,5% em relação a outras bolsas de valores internacionais, que negociam em média com um Preço Sobre o Lucro (P/L) projetado para 2025 de 20,0 vezes.
➡️ Leia mais: Nem toda renda fixa é perda fixa, Luiz Barsi (esse título rendeu 1300%)
Pela primeira vez, o mercado local de renda fixa superou o crédito e os bonds internacionais como a principal fonte de financiamento das empresas brasileiras.
💰 Além disso, o Volume Médio de Negociações Diárias (ADTV, na sigla em inglês) de renda fixa no mercado secundário (debêntures, CRA e CRI) chegou a R$ 4 bilhões.
Para os analistas, o mercado de balcão apresentou um crescimento expressivo, impulsionado pela expansão da concessão de crédito e pelo elevado patamar das taxas de juros nacionais, representando aproximadamente 15% da receita total da bolsa brasileira no segundo trimestre do ano.
"Esse cenário de juros altos, embora desafiador para o mercado de ações, favorece o crescimento dos mercados de renda fixa e derivativos no curto prazo. Ainda assim, os acionistas não deveriam esperar nenhuma bala de prata em termos de receita", afirma o trio.
➡️ Leia mais: B3 (B3SA3) pagará R$ 516 milhões em dividendos e JCP
A gestão da B3 acredita que o payout da companhia deve se aproximar de 100% nos próximos anos, um nível inferior à média de 130,8% (entre os anos de 2019 e 2023). No entanto, o payout (recompra de ações, juros sobre o capital próprio e dividendos) em reais nominais deve continuar crescendo.
A administração também afirmou, durante evento com investidores institucionais que a Genial teve acesso, que a remuneração aos acionistas, em anos normalizados, deve ficar em:
🔎 Todavia, devido ao atual desconto significativo no preço das ações na comparação com os múltiplos históricos, a B3 tem aumentado a proporção destinada à recompra de ações.
À medida que os preços das ações voltem a se valorizar, a expectativa é que a recompra se reaproxime com 50% do total da remuneração aos acionistas.
Essa distribuição entre recompra e proventos serve para atender a base de acionistas estrangeiros, que preferem a recompra de ações como forma de proventos, e investidores brasileiros, que preferem dividendos (isentos de imposto).
Com isso, ações brasileiras vão ganhar representações digitais na rede blockchain.
Companhia do setor imobiliário prefere se afastar do ambiente da bolsa de valores brasileira.