O
Ibovespa é o índice mais conhecido da B3, já que reúne as
ações de maior liquidez do mercado brasileiro. Porém, nem sempre é o que entrega mais ganhos para os investidores da Bolsa.
📊 No primeiro semestre deste ano, por exemplo, o Ibovespa subiu 6,76%, mas outros índices da B3 chegaram a subir cerca de 16%. Por isso, o
IBOV ficou apenas na 13ª colocação no ranking dos índices que mais se valorizaram na Bolsa brasileira.
De acordo com a B3, os maiores ganhos ficaram com índices ligados ao
agronegócio, às
estatais e aos segmentos considerados mais defensivos da Bolsa.
O destaque foi do Índice Futuro Boi Gordo (IFBO), que avançou 16,38% devido à menor disponibilidade de animais para abate no campo e à consequente alta dos preços da
carne bovina.
O índice que reúne as ações das estatais listadas na B3, o Ibov B3 Estatais ou IBEE, também subiu quase 16% no acumulado do primeiro semestre.
💲 Índices ligados à
renda fixa também se destacaram, em meio à manutenção de juros elevados e à busca dos investidores por ativos de menor risco.
O índice da B3 que acompanha os preços das
debêntures, por exemplo, subiu 7,64%. Já os índices que acompanham o rendimento do
Tesouro Selic avançaram 7,05%.
Por outro lado, alguns índices de maior conhecimento dos investidores ficaram de fora da lista de maiores valorizações da B3 desta vez. É o caso do
IFIX, que acompanha o desempenho dos
FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário).
Veja os índices da B3 que subiram mais que o IBOV no 1S26:
- Índice Futuro Boi Gordo (IFBO): 16,38%;
- Ibov B3 Estatais (IBEE): 15,96%;
- Índice de Utilidade Pública (UTIL): 10,89%;
- Índice de Governança Corporativa Trade (IGCT): 8,37%;
- MidLarge Cap (MLCX): 7,92%;
- Índice de Debêntures Ultra Qualidade DI (IDEU): 7,64%;
- IBrX 50 (IBXL): 7,43%;
- Índice de Letra Financeira S1 DI B3 (ILFS1): 7,30%;
- Índice Tesouro Selic Low Turnover (ISELIC LOW T): 7,05%;
- Índice Tesouro Selic B3 (ISELIC): 7,05%;
- Índice de Dividendos (IDIV): 6,99%;
- Bovespa Smart Low Volatility (IBLV): 6,83%;
ETFs facilitam investimento
Vale lembrar que muitos dos índices da B3 servem de referência para
ETFs (fundos de índice), facilitando a vida dos investidores que estão de olho nessas oportunidades.
🥩 Quem quer apostar na alta do boi gordo, por exemplo, não precisa necessariamente operar o contrato futuro da commodity, pois o Índice Futuro Boi Gordo é referência para o fundo de índice
BBOI11.
Já o
SPUB11 acompanha o índice das estatais da B3 e o UTIL11 replica o desempenho do índice de utilidade pública da Bolsa, enquanto o Ibovespa serve de referência para oito ETFs diferentes.
Dos 10 índices que mais subiram na B3 no primeiro semestre, apenas o MidLarge Cap, índice que acompanha a cotação das empresas de médio e grande porte da B3, não tem um ETF para chamar de seu.
Veja os ETFs atrelados a esses índices:
- Índice Futuro Boi Gordo (IFBO): BBOI11;
- Ibov B3 Estatais (IBEE): SPUB11;
- Índice de Utilidade Pública (UTIL): UTIL11;
- Índice de Governança Corporativa Trade (IGCT): GOVE11;
- MidLarge Cap (MLCX): -;
- Índice de Debêntures Ultra Qualidade DI (IDEU): MARG11;
- IBrX 50 (IBXL): PIBB11;
- Índice de Letra Financeira S1 DI B3 (ILFS1): LFIX11;
- Índice Tesouro Selic Low Turnover (ISELIC LOW T): LFTX11;
- Índice Tesouro Selic B3 (ISELIC): NCDI11:
- Índice de Dividendos (IDIV): DIVO11;
- Bovespa Smart Low Volatility (IBLV): LVOL11;
- Ibovespa (IBOV): BOVA11, BBOV11, XBOV11, BOVB11, BOVV11, BOVX11, IBOV11, BOVS11.