XP prevê temporada de balanços fraca no 3T26; veja os setores em destaque

Corretora projeta crescimento de 12% no Ebitda das empresas de sua cobertura, mas estima lucro líquido praticamente estável.

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Publicado em 21/10/2026 às 14:53h Publicado em 21/10/2026 às 14:53h por Wesley Santana
B3 é a responsável pela bolsa de valores do Brasil (Imagem: Shutterstock)
B3 é a responsável pela bolsa de valores do Brasil (Imagem: Shutterstock)

Em relatório publicado nesta quarta-feira (21), a XP Investimentos destacou que prevê uma temporada de balanços“fraca” no Brasil. O time de research da corretora de investimentos afirma que o terceiro trimestre foi bastante desafiador dentro e fora do Brasil para as companhias.

“Nossas estimativas apontam para mais um trimestre fraco para as empresas listadas brasileiras no 3T26. Na cobertura da XP, nossa prévia consolidada indica crescimento de 7,2% A/A da receita líquida e de 12,0% A/A do EBITDA, com o lucro líquido praticamente estável (+0,5%)”, escreveram os analistas.

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Eles fizeram suas apostas em poucos setores que vão concentrar eventuais crescimentos, como é o caso da indústria de petróleo. Já na ponta inferior, a mineração deve se destacar no lado negativo.

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“O crescimento deve novamente se concentrar em Óleo & Gás, que deve adicionar 13,1 pontos percentuais aos 12,0% de crescimento do EBITDA projetado para a nossa cobertura, enquanto as empresas ex-commodities devem registrar alta de apenas 2,2% no EBITDA e queda de 0,4% no lucro líquido. Além de Óleo & Gás, vemos Saúde como possível destaque positivo, enquanto Mineração & Siderurgia e Varejo devem ser os destaques negativos”, continuam.

A temporada de balanços começou na última segunda-feira e segue até quase o fim de novembro. Até lá, todas as empresas listadas na B3 devem divulgar seus números referentes ao intervalo entre julho e setembro.

Uma das companhias que já publicou o balanço foi a Weg (WEGE3), que apresentou lucro de R$ 1,66 bilhão, com alta de 0,9% no ano. A empresa ainda viu um crescimento importante nas receitas geradas no exterior, que sustentou a aceleração dos dados.