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WEG (WEGE3) registrou lucro líquido de R$ 1,56 bilhão no 2º trimestre de 2026, resultado 2,1% inferior ao apurado no mesmo período do ano passado. Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, porém, o lucro avançou 7%.
A companhia também informou receita operacional líquida de R$ 10,14 bilhões e destacou a continuidade do crescimento no mercado externo, além da manutenção de margens operacionais e retorno sobre o capital investido em níveis considerados saudáveis.
A receita operacional líquida somou R$ 10,14 bilhões entre abril e junho, recuo de 0,6% em relação ao segundo trimestre de 2025, mas alta de 7,1% frente ao trimestre imediatamente anterior.
O desempenho refletiu a retração de 4,9% no mercado interno, parcialmente compensada pelo crescimento de 2,3% das receitas no mercado externo. Em dólares, as vendas internacionais cresceram 14,7% na comparação anual, impulsionadas pelo avanço dos negócios na América do Norte, Europa e Ásia-Pacífico.
O Ebitda alcançou R$ 2,21 bilhões no trimestre, queda de 2,1% em relação ao mesmo período de 2025 e avanço de 5,2% frente ao primeiro trimestre, enquanto a margem Ebitda ficou em 21,8%. A companhia atribuiu a leve acomodação da margem ao aumento do custo de matérias-primas, principalmente do cobre, e ao impacto das tarifas de importação nos Estados Unidos, embora tenha destacado ganhos de eficiência operacional e produtividade.
O retorno sobre o capital investido subiu para 33,6%, alta de 0,7 ponto percentual em relação ao segundo trimestre do ano passado. A WEG também manteve o ritmo de investimentos. No segundo trimestre, destinou R$ 794,9 milhões à modernização e expansão da capacidade produtiva, com recursos direcionados às fábricas no Brasil, México, Colômbia, Estados Unidos e China. Ao fim de junho, a empresa encerrou o período com caixa líquido de R$ 3,74 bilhões.
Segundo a administração, o ambiente de negócios permaneceu desafiador para o crescimento, mas a demanda por produtos e serviços continuou sólida nos principais mercados de atuação. No Brasil, as entregas de projetos de transmissão e distribuição de energia, combinadas com a melhora da atividade industrial, favoreceram os resultados do trimestre.
Por outro lado, a companhia voltou a registrar menor volume de entregas no segmento de geração solar, diante da ausência de novos projetos em 2026. Já no exterior, a atividade industrial seguiu aquecida, com destaque para equipamentos destinados aos setores de óleo e gás, sistemas de ventilação e refrigeração.
Entre as áreas de negócio, Equipamentos Eletroeletrônicos Industriais manteve crescimento tanto no mercado interno quanto no externo, impulsionado pela demanda por motores elétricos, painéis de automação e equipamentos voltados aos segmentos de papel e celulose, óleo e gás e data centers.
Em Geração, Transmissão e Distribuição de Energia, a companhia destacou o bom desempenho dos projetos de transmissão, embora a receita doméstica tenha sido afetada pela menor quantidade de projetos de geração solar centralizada.