Empresa dispara 23% nos EUA e faz seu melhor pregão desde 1987
Intel Corporation (ITLC34) é uma das maiores fabricantes de semicondutores do mundo.
Uma das empresas que mais se valorizaram ao longo deste ano tem mais um motivo para acelerar seus números nos próximos meses. O presidente Donald Trump informou que a Intel (ITLC34) deve começar a fabricar componentes eletrônicos para a Apple (AAPL34).
O anúncio mostra uma mudança na estratégia da Apple, que hoje concentra seus chips na chinesa TSMC, também fornecedora de outras marcas de peso. A partir de agora, a produção será dividida entre as duas companhias, fazendo com que parte da demanda por chips seja levada aos Estados Unidos, na tentativa de diminuir a dependência de produtos orientais, mesmo que sejam mais econômicos.
“Nós projetamos tudo, mas precisamos construir aqui, agora. Então, decidi ajudar a Intel porque precisamos projetar e fabricar nossos chips aqui mesmo, nos Estados Unidos”, escreveu Trump por meio das redes sociais. “Primeiro, ajudamos a trazer a Nvidia, e eles concordaram em fabricar seus chips de primeira linha com a Intel. Depois, Elon concordou em construir sua TerraFab, a maior fábrica de chips do mundo, projetada em conjunto com a equipe de tecnologia da Intel. E, finalmente, a Apple concordou em trabalhar com a Intel para projetar e fabricar seus chips nos Estados Unidos”, continuou.
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Desde que voltou à Casa Branca, o líder tem feito sucessivos acordos para que empresas fundadas nos EUA voltem a fabricar tecnologia dentro do país. Ele impôs, por exemplo, uma série de tarifas comerciais sobre importações, com o objetivo de que as empresas levassem suas plantas -ou pelo menos parte delas- ao país.
"Eles esqueceram de proteger nossas indústrias com tarifas”, disse Trump em referência aos seus antecessores. “Quando ganhei meu segundo mandato (na verdade, o terceiro!), ficou claro que a América precisava que sua indústria de semicondutores voltasse para os EUA", prosseguiu o líder norte-americano, que insiste em dizer que ganhou as eleições de 2020, mesmo sem apresentar provas.
Na bolsa, o resultado foi suficiente para que a empresa ampliasse os ganhos importantes que já registrou ao longo deste ano. Só hoje, o avanço das ações foi de quase 10%, com os BDRs da companhia indo ao patamar de R$ 112.
É importante destacar que, há menos de um ano, a empresa negociava esses mesmos ativos por menos de R$ 20 cada um. Diante disso, a valorização dos papéis -e, consequentemente, da companhia- ultrapassa o intervalo de 450% em 12 meses.
Apesar disso, ainda falta muito para que a empresa chegue ao seleto grupo do trilhão, onde estaria mais próxima de sua principal concorrente. A Intel tem hoje US$ 630 bilhões em valor de mercado, enquanto a Nvidia (NVDC34) já passa de US$ 5 trilhões.