O Tesouro Nacional cancelou as ofertas tradicionais de títulos públicos prefixados e indexados à inflação previstas para esta semana.
A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (26), após a
reeleição de Lula, em um cenário de incerteza que também levou a B3 a ampliar os limites de oscilação de contratos futuros de dólar e Ibovespa para o pregão do dia.
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Os leilões suspensos estavam programados para terça-feira (27), no caso dos papéis atrelados à inflação, e quinta-feira (29), para os títulos prefixados.
Leilão de LFTs continua
Apesar do cancelamento dessas operações, o Tesouro manteve a oferta de LFTs (Letras Financeiras do Tesouro), títulos remunerados pela taxa Selic, prevista para terça-feira.
Em comunicado, o Tesouro afirmou que continuará acompanhando as condições do mercado e atuará para assegurar o bom funcionamento do mercado de títulos públicos e de outros ativos relacionados. Ao suspender as ofertas prefixadas e atreladas à inflação, o órgão evita contratar esses papéis nas condições de mercado das datas previstas.
Em períodos de instabilidade, investidores podem exigir juros mais altos para financiar o governo, elevando o custo de emissão da dívida.
Ao suspender as ofertas prefixadas e atreladas à inflação, o órgão evita contratar esses papéis nas condições de mercado das datas previstas.
B3 altera limites de contratos futuros
A tensão também levou a B3 a anunciar mudanças nos limites de oscilação dos contratos futuros de dólar e Ibovespa.
Para o pregão desta segunda-feira, o limite superior de variação dos contratos futuros de dólar passou de 6% para 8,4%. A alteração também se aplica aos minicontratos de
dólar, em todos os vencimentos.
No caso dos contratos futuros do
Ibovespa, o limite inferior de negociação foi ampliado de uma queda de 10% para 15%. A mudança vale para todos os vencimentos e também contempla os minicontratos do índice.