Taesa (TAEE11) paga R$ 23,6 milhões em renda fixa acima da Selic; veja simulação

Quem emprestou dinheiro à companhia elétrica no âmbito da 19ª emissão de debêntures tem direito a juros semestrais.

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Publicado em 22/10/2026 às 21:16h Publicado em 22/10/2026 às 21:16h por Lucas Simões
Taesa desembolsa juros semestrais no dia 23 de outubro de 2026 (Imagem: Shutterstock)
Taesa desembolsa juros semestrais no dia 23 de outubro de 2026 (Imagem: Shutterstock)
A Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A., mais conhecida como Taesa (TAEE11), já é uma baita referência quando o assunto são dividendos. Só que a companhia elétrica também é atrativa como fonte pagadora de renda fixa, inclusive devendo distribuir R$ 23,6 milhões em juros semestrais no dia 23 de outubro de 2026.
Estão em jogo cerca de R$ 71,86 por cada título de dívida que estiverem em posse de investidores de renda fixa que emprestaram dinheiro à Taesa no âmbito de sua 19ª emissão de debêntures incentivadas, categoria totalmente isenta da cobrança de IR (Imposto de Renda), como forma de o governo promover projetos estratégicos de infraestrutura.
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Na ocasião de sua 19ª emissão de debêntures incentivadas, a Taesa pegou emprestado aproximadamente R$ 330 milhões dos debenturistas em outubro de 2025, fixando remuneração de DI+ 0,60% ao ano. O DI (Depósito Interfinanceiro) acompanha de perto a variação da taxa Selic. 
Atualmente, os mesmos títulos de dívida da Taesa, sob código de negociação TAEEA9, apresentam taxa indicativa de DI+ 0,45% ao ano. Levando em conta a taxa básica de juros vigente de 13,75% ao ano, a remuneração com a renda fixa isenta da Taesa gira em torno de 14,20% ao ano, bem acima do que o Tesouro Selic 2031 é capaz de oferecer.
Tais debêntures incentivadas emitidas pela Taesa mantêm o dinheiro dos debenturistas travado até o dia 23 de outubro de 2032, quando a amortização do principal será devolvida de uma só vez. Nos meses de abril e outubro de cada ano, até o vencimento, os debenturistas têm direito aos juros semestrais.
Com a popularização dos títulos incentivados em 2026, que já registraram o seu maior nível de negociações no mercado secundário de renda fixa, cada vez mais é viável os debenturistas resgatarem antecipadamente o dinheiro aplicado antes do vencimento e outro investidor ter a chance de recomprar uma debênture incentivada na prateleira das corretoras de valores com algum prêmio embutido. 
Em simulação do DezIA, o agente inteligente do Investidor10, caso você aplicasse hoje R$ 50 mil em tais debêntures incentivadas da Taesa, teria o retorno líquido de R$ 97.380,00 carregando até o vencimento em outubro de 2032. Já o Tesouro Selic entregaria R$ 87.810,12, considerando a alíquota de 15% de IR. Vale frisar que debêntures correm o risco de calote das empresas emissoras e não há a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).