Uma das principais manchetes nesta quarta-feira (6) no noticiário de criptomoedas é o fato de o lendário maximalista de
Bitcoin (BTC), Michael Saylor, finalmente admitir que pensa em vender posições da moeda virtual em 2026, o que deve mexer com a maior tesouraria de BTC do mundo, a
Strategy (M2ST34).
A companhia detém cerca de 818,3 mil
BTC em seu balanço neste início de maio de 2026, cifra equivalente a quase 4% de todos os 21 milhões de Bitcoins que existirão na história, dado o limite de oferta a ser minerada até o ano de 2140.
Mesmo que essa quantia de Bitcoins detida pela Strategy tenha uma avaliação de US$ 61,8 bilhões, só durante o primeiro trimestre do ano (1T26), a empresa comandada por Michael Saylor reportou um prejuízo líquido de US$ 12,5 bilhões.
Tamanho prejuízo foi quase que inteiramente decorrente da perda não realizada de US$ 14,4 bilhões, quando a cotação do Bitcoin chegou a bater mínimas ao redor de US$ 62 mil durante o trimestre, em meio à volatilidade causada pela
guerra no Oriente Médio.
Durante a teleconferência, o CEO da Strategy, empresa antes conhecida por desenvolver softwares, confessou aos analistas presentes que gostaria de vender alguns Bitcoins, o que vai contra a sua defesa histórica de acumular o maior número de unidades da criptomoeda.
"Provavelmente venderemos alguns Bitcoins para financiar a
distribuição de dividendos, só para proteger o mercado e transmitir a mensagem de que conseguimos", disse Michael Saylor, fazendo alusão à situação de um incorporador imobiliário que vende terrenos com lucro.
Por volta das 15h45 (horário de Brasília), o
Bitcoin (BTC) era negociado a US$ 81.353,05, acumulando ligeira baixa de -0,14% nas últimas 24 horas. Desde o seu topo histórico a US$ 126.198,07 (feito no dia 6 de outubro de 2025), a criptomoeda apresenta desconto de -35,55%.