Quem gosta de investir nas chamadas empresas de crescimento já deve ter ouvido falar nas
Small Caps, categoria que separa os negócios que ainda são pequenos na bolsa de valores, mas que podem surpreender. A novidade é que a
B3 (B3SA3) lançou nesta sexta-feira (7) o Índice Small Cap Smart Rebal B3 (SCSR), com direito a
ETF próprio.
O novo índice que cobre companhias de menor capitalização realiza ajustes da carteira de forma gradual, ao longo de rebalanceamentos consecutivos, conforme a operadora da bolsa de valores brasileira.
“Criamos um índice que acompanha as small caps com menos movimentações na carteira durante os rebalanceamentos. Isso traz mais previsibilidade para gestores e investidores e pode facilitar o desenvolvimento de
fundos de investimento e
ETFs ligados ao indicador”, disse Hênio Scheidt, gerente de Produtos na B3, em nota.
Sob o ticker XCAP11, gerido pela XP, os investidores terão a oportunidade de filtrar empresas que estão fora das gigantes da B3, ou seja, que não representam 85% do valor de mercado à vista na bolsa de valores.
Outro filtro que o novo índice de Small Caps traz é que as empresas elegíveis somem 99% do índice de negociabilidade, tenham presença mínima de 95% em pregão no período e não sejam classificadas como “penny stock”, ou seja, suas ações não podem valer casa dos centavos (inferior a R$ 1).
Atualmente, o principal índice do ramo é o
Índice Small Cap (SMLL), indicador que acompanha o desempenho das empresas de menor capitalização listadas na bolsa brasileira. Veja a seguir as 5 maiores posições do
Índice SMLL em 2026:
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil no
Índice Small Cap (SMLL) há dez anos, hoje você teria R$ 1.888,00, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 3.093,00 nas mesmas condições.