Bets entram no centro do debate após clubes estimarem impacto de R$ 1 bi; mas e os riscos?

Grandes times de futebol saíram em defesa das bets, mas estudos que relacionam apostas a maior inadimplência.

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Publicado em 21/09/2026 às 14:50h - Atualizado em 21/09/2026 às 14:54h Publicado em 21/09/2026 às 14:50h Atualizado em 21/09/2026 às 14:54h por Wesley Santana
Beta podem ser proibidas de atuarem no Brasil, segundo Lula (Imagem: Shutterstock)
Beta podem ser proibidas de atuarem no Brasil, segundo Lula (Imagem: Shutterstock)

As bets se viram envolvidas em mais um caso de repercussão nacional na última semana. Desta vez, os principais times de futebol do país saíram em defesa do mercado regulado de apostas no Brasil.

Em uma nota classificada por muitos como alarmista, os clubes disseram que proibir as bets no Brasil representa o fim do futebol no país. Os clubes defendem que a regulamentação seja mantida como é hoje.

“O torcedor não pode pagar essa conta. Se acabar com o mercado regulado, as apostas não acabam. O futebol é quem acaba”, escreveram os clubes. A nota é assinada por equipes como Flamengo, Fluminense, Botafogo, Vasco, Santos, Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Cruzeiro e Atlético-MG, além de federações, como a Paulista e a Carioca.

O manifesto veio logo depois que o presidente Lula disse que deve publicar uma nova legislação sobre o assunto. “Se depender da minha vontade pessoal, eu vou acabar com as bets no Brasil”, argumentou, após reuniões com vítimas do vício no jogo.

“O jogo está dentro da cozinha, na nossa cama, no nosso banheiro, dentro do celular e a gente joga de forma desesperada. A pessoa vai jogando de forma compulsiva, pensando que vai ganhar e só perde”, completou Lula.

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As torcidas organizadas foram na contramão do posicionamento oficial dos clubes e disseram ser contra a atuação das bets. Também repudiaram o tom da nota emitida pela entidade máxima do futebol paulista.

“Quem já teve a família destruída ou profundamente afetada pelo vício de um familiar sabe a dor e as consequências que essa situação pode causar. Não estamos falando apenas de números ou estatísticas, mas de pessoas, famílias, endividamento, conflitos e sofrimento”, escreveu a Anatorg (Associação Nacional das Torcidas Organizadas).

O próprio presidente brasileiro reagiu ao manifesto, classificando-o como “balela”. “Os times disseram que se eu acabar com as bets, vou acabar com o futebol. O Brasil foi campeão do mundo em 1958 e não tinha bets. Foi campeão em 1962 e não tinha bets. Foi campeão em 1970, 1994, 2002 e não tinha bets. Depois apareceram as bets e não ganhou mais nada”, frisou.

Bets são realmente um problema?

Estatísticas oficiais mostram que as bets podem se tornar um problema de saúde pública no Brasil. O SUS (Sistema Único de Saúde) calcula um impacto financeiro superior a R$ 30 bilhões por ano por danos à saúde da população.

Para além dos impactos fiscais, os jogos se tornaram uma das principais causas de endividamento no país. No ano passado, os jogos online provocaram uma saída de R$ 62 bilhões dos orçamentos das famílias brasileiras, montante que poderia ir tanto para despesas básicas como para outros tipos de gastos domiciliares.

Um levantamento feito pelo Sicredi, publicado nesta semana, mostra que os casos de inadimplência entre usuários de bets são 40% maiores. Os dados foram mapeados junto aos clientes do sistema de cooperativas de crédito, o que possibilitou uma comparação com quem nunca optou por essa atividade.

Vale o risco?

O grande mote para alguém que faz seu primeiro jogo é a possibilidade de aumentar seu patrimônio. Desta forma, pensa que alguns jogos podem fazer a carteira multiplicar de forma rápida e fácil, o que nem sempre é verdade.

A maneira mais fácil de conseguir aumentar o patrimônio é por meio de investimentos. E isso é feito de forma séria e consistente em ativos e empresas transparentes que ostentam credibilidade nessa atuação.

Atualmente, os brasileiros têm diversas opções de investimento à sua disposição, da renda fixa à variável. Tudo depende do apetite ao risco de cada investidor e do quanto está disposto a esperar para ver seu patrimônio crescer.

Para quem tem o perfil menos conservador, a melhor opção são investimentos de renda fixa. Os títulos públicos e grande parte dos privados são garantidos por instituições sérias, o que protege os investidores de perdas financeiras.

Já para quem tem mais sede, há diversos produtos de renda variável que permitem investir em empresas, commodities ou até ativos digitais, como criptomoedas.

Há, ainda, opções que juntam o melhor dos dois mundos, na intenção de entregar bons rendimentos atrelados a baixo risco aos investidores.

É importante destacar que as empresas que atuam no mercado financeiro passam por rigorosos processos de licenciamento, o que garante aos investidores transparência na hora de fazer suas aplicações.

Com o Investidor10, é possível ficar sempre por dentro de tudo o que acontece no mercado financeiro, além de acompanhar a evolução da carteira e obter as melhores ideias de investimentos de acordo com cada perfil.