Pelo menos quem investe de maneira diversificada nas Sete Magníficas ainda conseguiu atenuar as perdas no pregão, porque o real problema, calcanhar de Aquiles no curto prazo, se concentra em
Tesla (TSLA34) e
Alphabet (GOGL34), a holding controladora do Google.
Só as ações da montadora de carros elétricos fundada por Elon Musk colapsavam -14% na bolsa de valores americana, diante da reação dos investidores para com o
registro de fluxo de caixa livre negativo da empresa no segundo trimestre do ano (2T26).
Em resumo, a Tesla está gastando muito mais do que é capaz de gerar em receitas, justamente para atender ao novo foco estratégico de Musk, apostar as fichas na
inteligência artificial (IA), priorizando a divisão de Robotáxi em detrimento da venda dos carros elétricos.
Já a Alphabet até que agradou parcialmente o mercado ao reportar um
lucro líquido de US$ 112 bilhões no 2T26, praticamente o triplo em relação ao mesmo período de 2025, principalmente graças aos seus investimentos na
Anthropic, startup por trás do chatbot Claude, e também na
SpaceX (SPCX34), outra empresa criada por Elon Musk, que engloba negócios aeroespaciais e ferramentas de IA, como o Grok.
Todavia, o anúncio da dona do Google que pretende gastar entre US$ 195 bilhões a US$ 205 bilhões em investimentos próprios ligados à IA acendeu um baita sinal de alerta em Wall Street, uma vez que o mercado começa a questionar se a Alphabet compensará um capex tão ousado. Na esteira, as ações cediam -6,30%.