Guerra no Irã se intensifica e petróleo volta a mirar os US$ 100

Novos ataques envolvendo Estados Unidos e Irã aumentam a preocupação com o abastecimento global de petróleo.

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Publicado em 07/09/2026 às 11:12h Publicado em 07/09/2026 às 11:12h por Wesley Santana
Guerra se arrasta desde fevereiro, quando EUA e Israel atacaram Irã (Imagem: Shutterstock)
Guerra se arrasta desde fevereiro, quando EUA e Israel atacaram Irã (Imagem: Shutterstock)

O petróleo opera com alta nesta segunda-feira (7), mostram os principais monitores do setor. Por volta das 11h, o barril do tipo Brent ganhava mais de 1%, voltando a ser negociado aos US$ 97.

Esse é um reflexo de mais um episódio de escalada na guerra no Irã, que voltou ao radar do mercado financeiro nos últimos dias. Desta vez, os preços reagem aos ataques militares realizados no final de semana.

Os Estados Unidos atacaram três navios petroleiros iranianos que trafegavam pelo Estreito de Ormuz. O bombardeio aconteceu em resposta aos mísseis de Teerã que atacaram navios da Marinha norte-americana.

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No entanto, os episódios não terminam por aí, já que o Irã promete retaliar novos ataques dos EUA. Nesta segunda, o país destacou que os ativos na região -incluindo os de empresas privadas- podem ser atingidos, caso haja um novo ataque de Washington.

“Se atacarem nossos ativos, serão atacados”, disse Mohammad Naqer Qalibaf, presidente do Parlamento do Irã. “A partir de agora, toda violação à segurança e aos bens do Irã será respondida de forma mais rápida, mais pesada e mais dolorosa”, completou.

O Irã aumentou o cerceamento de tráfego no Estreito, como parte dos planos contra as incursões dos EUA. O local é por onde passa quase 20% do petróleo global, o que levanta preocupações em relação ao desabastecimento.