Valorização de até 900%: Quais empresas na B3 mais sobem no Lula 3
Einar Rivero, CEO da Elos Ayta, elabora estudo que aponta quais ações brasileiras mais se deram bem nos últimos 3 anos.
As eleições estão se aproximando e cada vez chega mais perto a hora de decidir quem vai comandar o Brasil nos próximos quatro anos. Para além das questões ideológicas que permeiam o voto, os eleitores devem estar atentos aos desafios que o próximo ocupante do Palácio do Planalto deve enfrentar.
Analistas destacam que há, pelo menos, dois importantes pontos de atenção para o eleito: uma eventual crise fiscal, com o desarranjo das contas públicas e os efeitos do El Niño, um fenômeno que pode complicar o agronegócio.
No âmbito fiscal, o ponto de atenção está no aumento das despesas obrigatórias do governo. O Brasil gasta mais do que arrecada, tornando obrigatória a emissão de dívidas para financiar a operação da máquina pública.
Já há projetos em execução que limitam os gastos do governo, mas parecem não ser suficientes. O próximo governo deve apertar ainda mais os gastos para tentar fechar a conta anual.
“Quanto mais você posterga isso, mais o juro fica alto, porque o mercado rola a dívida num patamar muito mais alto e a dívida [pública] torna-se muito mais inviável de ser financiada”, explica Silva Matos, coordenadora do Boletim Macro da Fundação Getúlio Vargas, em entrevista à BBC News Brasil.
Já no setor produtivo, o foco está nos efeitos do El Niño, que pode ser o maior dos últimos anos. Quase todas as campanhas já 𝐚𝐝𝐦𝐢𝐭𝐢𝐫𝐚𝐦 que o fenômeno pode mexer com a economia do próximo ano, com impactos no PIB (Produto Interno Bruto) do país.
“Há um sinal bastante claro de que este será potencialmente um evento de intensidade excepcional, comparável aos mais fortes de uma geração, e isso significa que suas consequências econômicas também poderão ser bastante severas”, disse Christopher Callahan, cientista climático da Universidade de Indiana, ao InvestNews.
Para o Brasil, a expectativa é de impacto não somente no PIB como também na inflação anual. Um levantamento feito pela Bloomberg mostra que o El Niño pode aumentar até 0,5% os preços anuais por causa de secas.
"Por conta de El Niño, eu já tenho uma projeção de PIB negativo para o agro, mas pode ser pior", pondera Matos, da FGV. "E você tem todo o processo de desalavancagem das famílias: depois do alto endividamento, elas vão ter que desacelerar [os gastos], e o mercado de trabalho vai junto, com a economia e a renda crescendo menos”, complementa.
Einar Rivero, CEO da Elos Ayta, elabora estudo que aponta quais ações brasileiras mais se deram bem nos últimos 3 anos.
Embora ainda haja dúvidas se os juros podem permanecer em 14,75% ao ano, o Investidor10 apresenta as projeções para a renda fixa