O avanço dá sequência aos planos anunciados no fim de julho de 2026 e envolve uma série de solicitações regulatórias no Brasil e no exterior para viabilizar as suas OPA (ofertas públicas de aquisição) voluntárias de permuta de papéis.
Além de pedir a entrada do seu programa de BDRs na Bolsa do Brasil e a admissão desses ativos para negociação local, a matriz espanhola solicitou à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) seu cadastramento como emissora estrangeira na categoria A, junto com o registro da própria Oferta de Permuta no país.
Em paralelo, o grupo protocolou a declaração de registro do Formulário F-4 na SEC, o órgão regulador do mercado norte-americano, documento que ainda passará pela análise do órgão dos EUA para se tornar efetivo.
A transação também ganhou reforço com a entrega do laudo de avaliação do Santander Brasil e do Banco Santander S.A., formulado pela UBS BB Corretora especificamente para dar suporte à operação de permuta em solo brasileiro.
Vale citar que, em desdobramento no início do mês, o Conselho de Administração da instituição recomendou a aceitação da proposta de troca, ressaltando a confiança no potencial do negócio no país e a oportunidade dos investidores locais se tornarem acionistas diretos do grupo global.
A transação propõe a entrega de 0,2028 BDRs ou ADSs para cada ação ordinária ou preferencial da unidade brasileira, e de 0,4056 BDRs ou ADSs para cada Unit ou ADS da operação nacional.
A conclusão do processo, porém, continua condicionada ao aval de órgãos reguladores, à aprovação do aumento de capital na Espanha e à inexistência de eventos adversos graves nos mercados.