Os acionistas da
Sabesp (SBSP3) e da
EMAE (EMAE3) seguem com as assembleias gerais extraordinárias marcadas para 30 de julho de 2026, apesar de pedidos apresentados à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e de uma ação judicial envolvendo a operação de incorporação das ações da EMAE pela Sabesp.
As companhias afirmaram que, até o momento, não há qualquer decisão que suspenda, interrompa ou adie as reuniões.
Em comunicado conjunto ao mercado, as empresas informaram que as assembleias foram convocadas para deliberar sobre a incorporação, pela Sabesp, da totalidade das ações de emissão da EMAE que ainda não são detidas pela companhia.
As companhias acrescentaram que acompanham tanto o pedido de adiamento quanto a ação cautelar e afirmaram estar adotando todas as medidas necessárias para assegurar a realização das assembleias e a plena eficácia das deliberações que vierem a ser aprovadas.
Vale citar que no início do mês as empresas anunciaram a assinatura do protocolo para a incorporação da totalidade das ações da companhia de energia pela empresa de saneamento. A operação, que ainda depende da aprovação dos acionistas, fará com que a EMAE se torne uma subsidiária integral da Sabesp e deixe de ter suas ações negociadas na B3.
A operação prevê a incorporação, pela Sabesp, da totalidade das ações da EMAE que ainda não pertencem à companhia. Em contrapartida, os acionistas da EMAE, exceto a própria Sabesp, receberão ações ordinárias de emissão da Sabesp, promovendo a migração da base acionária da empresa de energia para a companhia de saneamento.