Raízen (RAIZ4) amplia prejuízo para R$ 7,3 bi e dívida chega em R$ 58 bi

A companhia teve prejuízo de R$ 7,3 bilhões no 4T da safra 2025/26, agravando a perda de R$ 2,5 bilhões registrada no mesmo período anterior.

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Publicado em 29/06/2026 às 21:14h Publicado em 29/06/2026 às 21:14h por Matheus Silva
O endividamento da companhia se aprofundou no período (Imagem: Divulgação)
O endividamento da companhia se aprofundou no período (Imagem: Divulgação)
💲 A Raízen (RAIZ4) registrou prejuízo líquido de R$ 7,3 bilhões no quarto trimestre da safra 2025/26, resultado significativamente pior do que o prejuízo de R$ 2,5 bilhões no mesmo período da safra anterior, segundo relatório financeiro divulgado nesta segunda-feira (29).
Apesar do forte resultado negativo, o Ebitda ajustado avançou 46% na comparação anual, atingindo R$ 2,8 bilhões no trimestre. Já a receita líquida totalizou R$ 51,3 bilhões, queda de 11,1% frente ao período anterior.
O endividamento da companhia se aprofundou no período. A dívida líquida da Raízen no quarto trimestre da safra 2025/26 foi de R$ 58,2 bilhões, montante 69,9% acima do registrado anteriormente. 
O aumento expressivo reforça o contexto que levou a empresa a avançar com a reestruturação financeira.

Raízen corta R$ 1 bi em custos e R$ 3,3 bi em capex

Apesar do forte prejuízo contábil, a companhia afirmou que o trimestre foi marcado por avanços em seu plano de transformação. 
Ao longo da safra, a Raízen reduziu aproximadamente R$ 1 bilhão em custos e despesas e cortou R$ 3,3 bilhões nos investimentos (capex) em relação ao ciclo anterior, sinalizando esforço de austeridade em meio ao cenário financeiro adverso.

Reestruturação avança com apoio de 80% dos credores

A empresa também destacou o avanço da recuperação extrajudicial. Após obter o apoio de mais de 80% dos credores, a Raízen protocolou o plano de reestruturação de dívidas, que prevê aumento de capital de R$ 3,5 bilhões pela Shell, conversão de parte dos créditos em ações e refinanciamento do saldo remanescente da dívida.
No trimestre, o desempenho operacional foi impulsionado pelo segmento de distribuição de combustíveis no Brasil, cujo Ebitda ajustado avançou 60,4%, para R$ 1,7 bilhão, beneficiado por maiores volumes comercializados e ganhos de eficiência. 
📊 Já a operação de etanol, açúcar e bioenergia continuou pressionada pelos impactos climáticos sobre a produção agrícola e pela menor moagem de cana na safra.