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Raízen (RAIZ4) registrou uma redução em seu prejuízo líquido, somando R$ 1,641 bilhão no primeiro trimestre do ano-safra 2026/27 (período de abril a junho de 2026). O valor representa uma melhora de 11% em relação ao prejuízo de R$ 1,843 bilhão apurado no mesmo trimestre do ciclo anterior.
O avanço no desempenho operacional e a consolidação do plano de reestruturação do grupo figuram como os principais fatores dessa evolução. Essa retração no prejuízo ocorreu em meio ao avanço das medidas estruturantes do Plano de Transformação Operacional e Financeiro. Entre os marcos, a empresa obteve a aprovação de seu Plano de Recuperação Extrajudicial.
A decisão veio após adesão dos credores financeiros, visando o reequilíbrio da estrutura e a redução da alavancagem. A receita líquida consolidada atingiu R$ 51,459 bilhões no trimestre, o que reflete um crescimento de 4% ante os R$ 49,485 bilhões do 1T 25/26. Paralelamente, o Ebitda ajustado avançou 100%, subindo de R$ 1,700 bilhão para R$ 3,847 bilhões.
O lucro bruto reportado no período encerrou em R$ 3,709 bilhões, contra R$ 1,645 bilhão no ano anterior. A divisão de Distribuição de Combustíveis Brasil destacou-se com um salto expressivo no Ebitda ajustado, que superou R$ 3,540 bilhões. O volume total comercializado pelo segmento subiu 6,6% na comparação anual, alcançando 7,178 milhões de metros cúbicos.
Já o segmento de Etanol, Açúcar e Bioenergia enfrentou impactos do clima atípico gerado pelo El Niño. O volume de cana moída registrou queda de 2%, totalizando 19,7 milhões de toneladas. Esse cenário operacional, somado a preços mais baixos praticados no mercado para açúcar e etanol, reduziu o Ebitd ajustado da divisão EAB para R$ 300,8 milhões.
O balanço financeiro também passou por reformulações em razão da simplificação do portfólio. As operações de distribuição de combustíveis na Argentina foram classificadas como "Operação Descontinuada", em função do acordo vinculante de alienação para o Mercuria Energy Group por US$ 1,42 bilhão.
Apesar da melhoria no fluxo de caixa operacional, que atingiu R$ 3,562 bilhões, o resultado final seguiu impactado pelo aumento das despesas financeiras líquidas, que chegaram a R$ 2,973 bilhões. A dívida líquida da Raízen fechou o trimestre em R$ 56,869 bilhões, ajustando o nível de alavancagem financeira para 4,8 vezes o Ebitda ajustado dos últimos doze meses.