Quatro cadeiras do STF nas mãos de Lula; veja quem sai e quando

Com a reeleição, Lula poderá indicar ao menos quatro ministros do STF até o fim do mandato, em janeiro de 2031.

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Publicado em 26/10/2026 às 15:27h Publicado em 26/10/2026 às 15:27h por Matheus Silva
Messias foi o 1º indicado ao STF rejeitado desde o século XIX (Imagem: Shutterstock)
Messias foi o 1º indicado ao STF rejeitado desde o século XIX (Imagem: Shutterstock)
🚨 Reeleito no domingo (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá nas mãos uma das prerrogativas mais sensíveis do cargo. Ao longo do novo mandato, que vai até janeiro de 2031, ele poderá indicar ao menos quatro ministros para o STF (Supremo Tribunal Federal).
A conta reúne duas situações distintas. A primeira é a cadeira de Luís Roberto Barroso, aberta desde sua aposentadoria antecipada em outubro de 2025. 
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As outras três decorrem das aposentadorias compulsórias de ministros que completarão 75 anos ao longo do período.

Pacheco aparece como nome forte

Em Brasília, um dos nomes mais citados para ocupar a vaga deixada por Barroso é o de Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado que assumiu uma cadeira no TCU (Tribunal de Contas da União) em setembro.
O Palácio do Planalto não confirma que apoiará essa indicação. O tema, porém, ganha peso diante do histórico recente. Lula vem de uma derrota na tentativa de nomear o advogado-geral da União, Jorge Messias, rejeitado pelo plenário do Senado em abril por 42 votos a 34.
O episódio entrou para a história recente do país. Foi a primeira vez que um indicado ao STF foi rejeitado desde o governo Floriano Peixoto, no fim do século XIX.

Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes deixam a Corte até 2030

As outras três vagas seguem o calendário de aposentadorias compulsórias. Luiz Fux, indicado por Dilma Rousseff em 2011, deixará o tribunal em abril de 2028. Cármen Lúcia, escolhida pelo próprio Lula em 2006, se aposenta em abril de 2029.
O decano Gilmar Mendes, nomeado por Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 2002, deve encerrar sua passagem pela Corte em dezembro de 2030.
Atualmente, dos dez ministros em atividade, quatro foram indicados por Lula, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Flávio Dino.
A possibilidade de nomear quase metade do tribunal costuma ser lida como ganho político, mas a experiência recente mostra que indicação não garante alinhamento com o governo que nomeia.
O caso mais emblemático é o de Joaquim Barbosa, nomeado por Lula em 2003. Como relator do julgamento do mensalão, ele condenou o ex-ministro José Dirceu e outros integrantes do PT. Nos anos seguintes, decisões do STF e do STJ (Superior Tribunal de Justiça) reduziram a pena de Dirceu.
⚖️ Em 2018, Cármen Lúcia, indicada pelo próprio Lula, integrou a maioria de 6 votos a 5 que negou um habeas corpus preventivo ao petista, decisão que abriu caminho para sua prisão. Anos depois, o STF anulou as condenações relacionadas à Operação Lava-Jato.