A expectativa em torno do
IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) da
SpaceX (SPCX) colocou novamente os holofotes sobre a corrida espacial comercial. Embora a companhia liderada por Elon Musk seja hoje a principal referência do setor, diversas empresas aeroespaciais listadas em Bolsa disputam espaço em mercados como lançamentos de foguetes, satélites, defesa e exploração espacial.
Entre os principais concorrentes está a Rocket Lab, considerada uma das rivais mais próximas da SpaceX no segmento de lançamentos. A companhia ganhou relevância com seus foguetes Electron e trabalha no desenvolvimento do Neutron, veículo de maior porte voltado para missões mais complexas. Suas ações são negociadas na Nasdaq sob o ticker
RKLB.
Outra empresa frequentemente citada pelos investidores é a
AST SpaceMobile (ASTS). O foco da companhia é oferecer conexão de celular diretamente via satélite, sem necessidade de infraestrutura terrestre tradicional. O projeto busca competir em um mercado que também desperta o interesse da SpaceX por meio da rede Starlink.
No setor de defesa e tecnologia espacial, a
L3Harris Technologies (LHX) aparece como uma das empresas monitoradas pelo mercado. A companhia atua em sistemas de comunicação, satélites, sensores e tecnologias voltadas para operações militares e espaciais.
A lista de concorrentes também inclui gigantes tradicionais da indústria aeroespacial, como a
Lockheed Martin (LMT), a
Northrop Grumman (NOC) e a
RTX Corporation (RTX). Embora possuam atuação diversificada, essas companhias participam de contratos estratégicos ligados à exploração espacial, satélites e programas governamentais.
Lembrando também que o recibo brasileiro foi lançado sob o ticker
SXPX34. Os
BDRs (Brazilian Depositary Receipts) são certificados negociados na Bolsa brasileira que representam ativos emitidos no exterior. Na prática, eles permitem que investidores locais tenham exposição a empresas estrangeiras utilizando reais e por meio da infraestrutura da própria B3.