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Prio (PRIO3) só aguarda a melhora do cenário geopolítico para divulgar a sua política de remuneração aos acionistas.
🛢️ A empresa vem ampliando a produção de
petróleo e a geração de caixa trimestre a trimestre. Por isso, já chegou a um consenso de que está na hora de definir regras para o pagamento de
dividendos.
Porém, preferiu aguardar a estabilização do cenário geopolítico para divulgar essa política, já que as guerras vêm causando fortes oscilações no mercado internacional de petróleo.
"A política está pronta e acordada, mas resolvemos esperar a situação se acalmar um pouco para colocá-la para frente", disse o CEO da Prio, Roberto Monteiro, nesta quarta-feira (5), durante a apresentação dos
resultados do segundo trimestre de 2026.
Ainda assim, ele garantiu que esse cenário não alterou o guidance da empresa, que pretende continuar elevando a geração de caixa e ainda vê espaço para a redução dos investimentos nos próximos meses, na medida em que grandes projetos como os campos de Peregrino e Wahoo se consolidam.
O executivo disse também que a petroleira não deve alterar o que já foi decidido nesse sentido em razão das eleições, que tendem a causar mais volatilidade no mercado nos próximos meses, pois a política de dividendos "é flexível o suficiente para isso".
Segundo ele, a ideia é estabelecer regras para a remuneração aos acionistas, mas mantendo a flexibilidade de suspender as distribuições e acumular caixa quando a administração enxergar uma boa oportunidade de investimento.
A expectativa pelos dividendos da Prio
💰 A política de remuneração aos acionistas da Prio já é aguardada há algum tempo pelo mercado, que vê chances de a companhia entregar um retorno com dividendos de dois dígitos já em 2027.
Estimativas da Genial Investimentos indicam que a Prio pode garantir um rendimento com dividendos de 20% a 30% em 2027, mesmo diante de premissas "razoáveis" de produção e cotação de petróleo.
Já em um cenário mais otimista, o chamado
DY (Dividend Yield) poderia chegar a 51%, segundo os analistas.
O cálculo leva em conta indicações prévias da empresa de que a sua política de remuneração aos acionistas vai levar em consideração o preço médio do
Brent, que subiu nos últimos meses, e a sua alavancagem, que caiu.
Os resultados do segundo trimestre, apresentados nessa terça-feira (4), elevaram a expectativa pelos dividendos. Afinal, mostraram um aumento expressivo da produção, da receita e do lucro da Prio, além de um novo avanço na geração de caixa e na redução da alavancagem.
"Combinando cenário operacional favorável, enxergamos uma geração recorrente de fluxo de caixa livre bastante atrativa e uma elevada probabilidade de pagamento de dividendos nos próximos períodos, considerando o rápido processo de desalavancagem da companhia", afirmou o Citi.
A XP também tratou os dividendos como "a próxima parada da Prio", especialmente devido à perspectiva de que a geração de caixa ainda vá acelerar, na medida em que a produção continua aumentando, os investimentos diminuem e os preços do Brent permanecem elevados.
Apesar de toda essa expectativa, o CEO da Prio afirmou que a decisão da empresa de segurar um pouco mais o anúncio da sua política de dividendos não traz prejuízos aos acionistas. Isso porque essa política só teria efeitos práticos mais adiante, já que a companhia está investindo na recompra de ações no momento.
A Prio recomprou 9,3 milhões de ações só no segundo trimestre de 2026, reduzindo o número de papéis em circulação no mercado e elevando a participação dos acionistas na empresa (e nos futuros dividendos).