FII reincide contrato de aluguel com inquilino, mas cotas sobem
Fundo imobiliário com apenas uma propriedade em carteira estima perdas de receitas nos próximos meses.
🚨 O fundo imobiliário Edifício Galeria (EDGA11) anunciou, por meio de fato relevante divulgado na última quinta-feira (24), que não irá distribuir rendimentos aos cotistas, em razão de atrasos no pagamento de aluguéis por parte de alguns inquilinos.
Segundo o comunicado, o fundo registrou prejuízo de R$ 885,2 mil, o que equivale a um impacto negativo de R$ 0,23 por cota.
Com a inadimplência, os valores em caixa não foram suficientes para cobrir as obrigações básicas do imóvel, como condomínio, IPTU e custas judiciais, comprometendo o repasse de proventos.
A administradora do fundo, BTG Pactual Serviços Financeiros, informou que está adotando medidas legais para recuperar os valores devidos.
Entre as ações estão processos de cobrança e despejo dos locatários inadimplentes. A gestora se comprometeu a manter os investidores atualizados sobre os próximos passos.
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Não é a primeira vez que o fundo enfrenta problemas semelhantes. Em março deste ano, o EDGA11 já havia reportado atrasos nos pagamentos de aluguéis, com impacto de R$ 0,02 por cota.
Um mês antes, em fevereiro, também houve registro de inadimplência, gerando efeito semelhante no resultado.
📊 Com cerca de quatro mil cotistas, o EDGA11 é um fundo monoinquilino, proprietário exclusivo do Edifício Galeria, localizado no centro do Rio de Janeiro (RJ).
O empreendimento é composto por oito andares corporativos, cinco lojas comerciais, dois restaurantes com área de convivência e um pequeno mall entre o térreo e o subsolo.
Atualmente, o imóvel enfrenta um índice de vacância de aproximadamente 23%, o que significa que quase um quarto do edifício está desocupado, sem gerar receita para o fundo.