Nem o Itaú (ITUB4) escapou: UBS BB corta preço-alvo após balanço do 3T26

O UBS BB reduziu o preço-alvo do Itaú Unibanco após o balanço do 3T26, mesmo classificando o trimestre como sólido.

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Publicado em 07/11/2026 às 10:32h Publicado em 07/11/2026 às 10:32h por Matheus Silva
A inadimplência acima de 90 dias do Itaú ficou em 2% no 3T26 (Imagem: Shutterstock)
A inadimplência acima de 90 dias do Itaú ficou em 2% no 3T26 (Imagem: Shutterstock)

💲 Nem o banco considerado mais resiliente do setor passou incólume pela revisão de projeções que tomou conta do mercado. O UBS BB reduziu o preço-alvo das ações do Itaú Unibanco (ITUB4) depois da divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2026, embora tenha mantido recomendação neutra para o papel.

O corte não decorreu de decepção com os números. Segundo os analistas, a instituição entregou mais um trimestre sólido, praticamente alinhado às expectativas do mercado, com a qualidade dos ativos novamente em destaque.

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Em um momento em que o mercado acompanha de perto os sinais de deterioração do crédito no sistema financeiro brasileiro, o Itaú mostrou resistência. 

O índice de inadimplência acima de 90 dias avançou apenas 10 pontos-base no trimestre e chegou a 2%, enquanto os indicadores de entrada em inadimplência e de créditos em estágio 3 melhoraram.

Os analistas do UBS BB também destacaram que a formação de inadimplência ficou praticamente estável e que o banco segue apresentando uma dinâmica de crédito melhor que a do restante do sistema, tanto na carteira de pessoas físicas quanto na de empresas.

Fora a qualidade dos ativos, a receita líquida de juros, conhecida pela sigla NII, cresceu 3% na comparação trimestral, impulsionada pela expansão das margens com clientes e com o mercado. As despesas operacionais, por sua vez, tiveram leve alta e pressionaram o índice de eficiência.

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Múltiplos já refletem a qualidade do banco, avalia o UBS BB

A explicação para o corte está no preço, e não na operação. Apesar dos números robustos, o UBS BB enxerga pouco espaço para uma reprecificação relevante das ações e optou por reduzir o preço-alvo, mantendo postura cautelosa diante da piora das perspectivas macroeconômicas para 2027.

📊 Nos níveis atuais, o Itaú negocia a cerca de 2 vezes o valor patrimonial estimado para 2027 e a 7,5 vezes o lucro projetado para o mesmo período. Para os analistas, esses múltiplos já incorporam boa parte da qualidade operacional do banco.