Polymarket entra na mira da Justiça dos EUA por ligação com filho de Trump

Departamento abre investigação sobre plataforma de previsões ligada a Donald Trump Jr.; startup também sofreu ataque hacker milionário.

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Publicado em 27/06/2026 às 17:12h Publicado em 27/06/2026 às 17:12h por Wesley Santana
Polymarket é a principal empresa do mercado de previsões (Imagem: Shutterstock)
Polymarket é a principal empresa do mercado de previsões (Imagem: Shutterstock)
A plataforma de previsão Polymarket entrou na mira da Justiça dos Estados Unidos por sua ligação com Donald Trump Jr., filho do presidente dos Estados Unidos. A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês) iniciou uma investigação para apurar se a startup está operando dentro da lei.
Esse pode ser o primeiro teste para saber se uma agência estatal vai ter independência para julgar causas que envolvam o chefe da Casa Branca ou sua família. Não há muitos detalhes sobre a operação como um todo, mas o órgão diz que está “comprometido em manter mercados precisos, justos e transparentes”, conforme destacou ao The New York Times.
A Polymarket ganhou notoriedade por permitir que seus usuários apostem dinheiro em eventos futuros. No Brasil, o governo já proibiu a atuação de empresas como essa, destacando que se tratam de jogos de apostas esportivas e que precisam de licença como tal.
Nos EUA, a empresa já havia recebido uma multa anterior de mais de US$ 1,4 milhão por operar no país sem licença. No entanto, depois que Trump voltou ao cargo, os órgãos deixaram de investigar a startup.
O cerne da questão, neste caso, está no fato de que o filho do presidente é um dos acionistas da companhia. Além de ter informações privilegiadas, ele poderia estar tendo algum tipo de influência nas decisões que são tomadas em relação a esse segmento.
Prejuízo de R$ 15 milhões
Nesta semana, a startup informou ao mercado que teve um prejuízo de US$ 3,1 milhões com um ataque hacker. A invasão teria ocorrido por meio de phishing, comprometendo a carteira de ao menos 11 usuários.
Inicialmente, a empresa tinha dito que o prejuízo era de US$ 2,9 milhões, mas depois elevou o valor para a atual cifra. Os criminosos teriam usado uma manobra de engenharia social para obter acesso às chaves privadas dos usuários.