Nova aquisição da Petrobras (PETR4) deve derrubar dividendos, diz XP

Desembolso de US$ 1,3 bi no leilão de Mero e Atapu deve afetar o resultado do trimestre; compra foi mantida.

Author
Publicado em 05/12/2025 às 15:58h - Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h Publicado em 05/12/2025 às 15:58h Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h por Wesley Santana

Os investidores podem ver seus dividendos prejudicados por causa da nova aquisição feita pela Petrobras (PETR4). A análise é da XP Investimentos, que publicou um relatório destacando o pagamento de US$ 1,3 bilhão que deve ser feito pela estatal no âmbito do leilão dos direitos de produção em Mero e Atapu.

Segundo a corretora, o desembolso deve gerar um impacto negativo de 0,7 ponto percentual nos dividendos referentes a este último trimestre do ano. No entanto, os analistas entendem que o impacto será reduzido, já que o primeiro trimestre do próximo ano já não deve sofrer nenhum efeito do leilão.

Acompanhe todas as notícias pelo celular! Baixe o app

“A data de pagamento está marcada para 19 de dezembro, ou seja, antes do final do ano de 2025, o que terá impacto nos dividendos do quarto trimestre de 2025. O contrato será assinado em março de 2026 e o benefício líquido para a produção da Petrobras terá início em 2027”, diz o relatório assinado por Regis Cardoso.

Mesmo com a possível redução, a XP manteve a recomendação de compra para os papéis da companhia, com preço-alvo de R$ 37. O valor representa uma potencial alta de 15% em relação ao movimento do ticker na tarde desta sexta-feira (5).

A manutenção da estimativa também se sustenta no fato de que a XP considera o leilão uma importante ferramenta de geração de valor para a petroleira. Segundo o documento, os ativos estão alinhados com o plano estratégico da companhia e são essenciais para o pré-sal, que hoje é operado pela empresa.

“Os ágios oferecidos foram pequenos, e a ausência de lances em Tupi é prova da alocação diligente de capital da empresa (nós também chegamos a valores presentes abaixo da oferta mínima estipulada)”, comenta Cardoso, em relatório.

Ações reagem

Por volta das 12h, as ações da Petrobras reagiam de forma positiva, com alta de 1% no pregão. Cada papel era negociado por R$ 32,85, uma das maiores cotações dos últimos seis meses, conforme dados da B3.

Apesar disso, as ações da Petrobras ainda carregam um prejuízo de 10% no ano, fruto de resultados trimestrais abaixo da expectativa do mercado. A empresa, no entanto, tem sido uma das que surfam na maré alta do Ibovespa (IBOV), que atinge índices recordes sucessivos nas últimas semanas.