Em carta divulgada nesta quarta-feira (28), ele se apresentou como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, agradeceu ao presidente argentino, Javier Milei, e ao presidente americano, Donald Trump, e anunciou que pretende liderar a oposição ao governo brasileiro a partir dos Estados Unidos.
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A carta foi a primeira manifestação pública do senador depois de ele desembarcar no país com a família.
Flávio deixou o Brasil depois de o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinar a entrega de seus passaportes e proibir sua saída do território nacional.
Senador agradece a Milei e Trump por acolhimento
No texto, Flávio abriu com agradecimentos. “Antes de mais nada, queria agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher”, escreveu. Ele ainda afirmou que Trump é “um grande defensor da liberdade de expressão”.
A menção a Milei levantou questionamentos sobre o apoio do governo argentino à saída do senador.
Segundo o Metrópoles, autoridades da Argentina confirmaram que ele entrou no país na madrugada desta quarta-feira pela ponte Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) à Argentina.
Trump diz que chegada de Flávio a Miami “seria aceitável”
O governo americano também se pronunciou. De acordo com a Newsweek, Trump afirmou na terça-feira (27), a jornalistas, que aprova a chegada de Flávio a Miami. “A eleição foi muito estranha, e achei terrível. Por mim, tudo bem”, disse.
Flávio nega crime, acusa STF e fala em “tirania”
Na carta, Flávio acusou a Suprema Corte de perseguição política. Segundo ele, a perseguição teria começado com seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e atingido milhares de outros brasileiros, com o objetivo de silenciar quem discorda de um suposto “regime de exceção”.
O senador também declarou que não existe mandado de prisão contra ele “porque não cometeu nenhum crime”.
Em nota divulgada por um aliado da família, o parlamentar foi além. “Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania”, disse.
As acusações de fraude eleitoral não vieram acompanhadas de provas. O resultado do segundo turno, realizado em 25 de outubro, foi reconhecido pelo próprio PL, segundo o Metrópoles.
Senador segue alvo de inquéritos no Supremo
A saída do país ocorre em meio a duas investigações que tramitam no STF. Uma apura suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz e casas de apostas.
A outra trata do financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, e da relação do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro. Flávio nega qualquer irregularidade.
📊 Mesmo derrotado, ele segue como senador até fevereiro de 2027, condição que mantém seu foro privilegiado no Supremo.