Mercado passa a apostar em corte de 0,25 ponto do Copom após acordo entre EUA e Irã

As apostas do mercado já apontam corte de 0,25 ponto na Selic como o cenário mais provável para a reunião desta semana.

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Publicado em 15/06/2026 às 19:00h Publicado em 15/06/2026 às 19:00h por Matheus Silva
Os dados foram publicados pela B3 (Imagem: Shutterstock)
Os dados foram publicados pela B3 (Imagem: Shutterstock)
📊 Os contratos de Opção do Copom, utilizados para negociar expectativas em torno da variação da taxa Selic a cada reunião do comitê, passaram a indicar como cenário predominante um corte de 0,25 ponto percentual no próximo encontro, agendado para os dias 16 e 17 de junho. 
O levantamento foi divulgado pela B3 com base no fechamento de 12 de junho.
O contrato que incorpora uma redução de 0,25 ponto percentual encerrou a 68,75, sinalizando probabilidade de 70% para a concretização desse movimento. A manutenção da Selic é negociada com probabilidade de cerca de 32%. 
Os contratos que indicam queda de 0,50 ponto, aumento ou qualquer outro movimento apresentam probabilidade próxima de zero e não registram negociação desde três de junho.
Os contratos de corte de 0,25 ponto ganharam força a partir de oito de junho, com intensidade também elevada em 11 de junho. A manutenção foi negociada em maior volume em 12 de junho.

Acordo EUA-Irã e queda de commodities mudaram as apostas

Segundo o relatório WMM divulgado nesta segunda-feira (16), a mudança nas apostas representa uma inflexão recente nas projeções, impulsionada pelo anúncio do acordo entre EUA e Irã envolvendo o Estreito de Ormuz. 
A perspectiva de reabertura da via marítima tende a reduzir pressões sobre os preços internacionais de energia, ampliando o espaço para flexibilização monetária ao aliviar as expectativas inflacionárias.
O modelo da WMM também apontou queda relevante nas principais commodities agrícolas, o que pode contribuir para a desaceleração da inflação de alimentos nos próximos meses.

Cenário doméstico ainda limita o ciclo de afrouxamento monetário

Apesar do ambiente mais favorável no curto prazo, o relatório ressalta que o cenário doméstico impõe desafios à condução da política monetária. 
A inflação permanece difusa entre diferentes setores da economia, enquanto o quadro fiscal segue pressionado por gastos públicos elevados, fatores que limitam a margem de atuação do Copom. 
📉 Embora haja espaço para um corte pontual na reunião desta semana, a tendência é de um ciclo de afrouxamento monetário limitado, com projeção de Selic em 13,50% no cenário considerado otimista pela WMM.