MBRF (MBRF3) capta R$ 825 milhões via debêntures

Ao todo, foram subscritas 825 mil debêntures, cada uma com valor nominal de R$ 1 mil.

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Publicado em 28/09/2026 às 08:53h Publicado em 28/09/2026 às 08:53h por Elanny Vlaxio
A operação distribui o endividamento da companhia por diferentes prazos (Imagem: Shutterstock)
A operação distribui o endividamento da companhia por diferentes prazos (Imagem: Shutterstock)
A MBRF (MBRF3) informou a liquidação de sua 10ª emissão de debêntures, em uma operação de R$ 825 milhões. O movimento envolve títulos simples, não conversíveis em ações e da espécie quirografária, distribuídos em quatro séries. A operação, segundo a companhia, faz parte da estratégia para alongar o perfil de seu endividamento em moeda local.
A colocação foi realizada de forma privada junto à ECO Securitizadora de Direitos Creditórios do Agronegócio S.A., também dividida em quatro séries. Os certificados terão como lastro os direitos creditórios do agronegócio decorrentes das debêntures e serão distribuídos publicamente para investidores qualificados.
Ao todo, foram subscritas 825 mil debêntures, cada uma com valor nominal de R$ 1 mil, chegando ao montante total de R$ 825 milhões. A primeira série reúne 316.522 títulos; a segunda, 309.320; a terceira, 17.776; e a quarta, 181.382 debêntures.
A operação distribui o endividamento da companhia por diferentes prazos. As debêntures da primeira série vencem em 14 de março de 2031, enquanto as da segunda série têm vencimento em 14 de setembro de 2033.
Na terceira série, o vencimento está previsto para 12 de setembro de 2036. Já a quarta série tem o prazo mais longo da operação, com vencimento em 14 de setembro de 2056.
Segundo a BRF, a operação está alinhada à estratégia de alongamento do perfil de endividamento da companhia em moeda local, com o objetivo de otimizar a relação entre prazo e custo dos instrumentos de dívida.
Vale citar que, no 2T26, a companhia registrou lucro líquido de R$ 69 milhões, queda de 19,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Naquele balanço, a dívida líquida da companhia havia chegado a R$ 45 bilhões ao fim do 2T26, ante R$ 43,9 bilhões um ano antes.