Para tirar o ambicioso projeto Puma II do papel, a
Klabin (KLBN11) precisou desembolsar R$ 12,9 bilhões em investimentos, boa parte mediante dívidas. Só que a gestão conseguiu renegociar suas linhas de financiamento em condições mais favoráveis nesta quinta-feira (15), conforme comunicado divulgado ao mercado.
A produtora de papel e celulose alongou a sua linha de financiamento tipo A Loan de 2032 para 2034, fora que a linha de financiamento tipo B Loan passou de 2029 para 2033.
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Por sua vez, a Klabin viu o custo total do seu empréstimo reduzir para SOFR + 2,04% ao ano. O SOFR (Taxa de Financiamento Overnight Garantido, em português) trata-se de uma taxa de juros referência usada nos Estados Unidos para medir o custo de empréstimos de curtíssimo prazo (de um dia para o outro, o overnight).
A gestão da Kalbin assinou os aditamentos aos instrumentos financeiros com as instituições financeiras estrangeiras envolvidas, no caso, a Inter-American Development Bank Invest (IDB Invest), a International Finance Corporation (IFC), a Japan International Cooperation Agency (JICA) e bancos comerciais.
Tamanha transação faz parte da estratégia contínua da Klabin em gerir o seu nível de endividamento, com o objetivo de fortalecer o perfil de liquidez, ampliar o prazo médio da dívida e otimizar o cronograma de amortizações.
O Projeto Puma II é o maior investimento da história da companhia, voltado à expansão da produção de papéis para embalagens. O complexo industrial fica em Ortigueira, no interior do Paraná. Sua produção teve início em 2021 e ostenta capacidade para produzir 450 mil toneladas anuais de kraftliner (papel resistente utilizado na fabricação de embalagens de papelão ondulado).
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Klabin (KLBN11) há dez anos, hoje você teria R$ 1.893,10, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 3.259,00 nas mesmas condições.