Por que Minerva Foods (BBEF3) dispara 5% hoje com ajudinha de Trump?
Ações do frigorífico brasileiro chegaram a tocar máxima diária de R$ 4,32 por ação com possível redução tarifária.
O Itaú BBA cortou, nesta quinta-feira (21), sua recomendação de compra para neutra das ações da Minerva (BEEF3). O banco de investimentos também reduziu o preço-alvo do ativo de R$ 9 para R$ 5,50, conforme relatório divulgado pelos analistas.
O banco afirma que a revisão reflete uma postura mais cautelosa em relação ao frigorífico, marcada por uma piora nas projeções para o mercado de carne no Brasil. Questões como custos, exportações e demanda internacional pelo produto pressionam as estimativas para as próximas temporadas.
Em relação aos indicadores da companhia, o BBA destaca que o valuation está próximo das médias históricas. Por isso, o múltiplo de 3,6 vezes EV/EBITDA (Valor da Firma sobre lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) previsto para o fim de 2026 já incorpora a nova visão do banco.
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Os analistas também levantaram preocupações sobre o nível de alavancagem da companhia, que permanece elevado em comparação com seus pares. A situação se torna ainda mais delicada diante do atual cenário de juros altos no Brasil, que encarece o crédito.
Apesar da visão mais negativa, o novo preço-alvo da Minerva pressupõe uma valorização de 35% em relação ao preço atual de mercado. No entanto, isso não foi suficiente para evitar que parte dos investidores retirasse as ações da companhia de suas carteiras.
A reação do mercado foi quase instantânea, fazendo com que as ações do frigorífico despencassem na B3. Por volta das 15h30, os papéis caíam mais de 5% na bolsa, sendo negociados a R$ 4.
Ações do frigorífico brasileiro chegaram a tocar máxima diária de R$ 4,32 por ação com possível redução tarifária.
Minerva Foods é o frigorífico brasileiro mais posicionado no mercado de exportação de carne bovina.