O investimento em
ações já rendeu R$ 57,4 bilhões para o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) só neste governo Lula (PT).
Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (12) pelo diretor financeiro e de mercado de capitais do BNDES, Alexandre Abreu.
Segundo ele, havia uma pressão para que o banco vendesse parte da sua carteira de participações societárias no início da atual gestão. Porém, a avaliação foi de que o valor dos papeis estava barato e não justificava a venda.
"Não há dogma no BNDES para não vender ações, mas não vendemos na bacia das almas, vendemos no melhor momento da Bolsa", afirmou.
Mudança de estratégia
A orientação, no entanto, mudou nos últimos meses. O banco acelerou a venda de ações de empresas consolidadas para apostar em negócios inovadores e projetos considerados estratégicos para o país.
Por outro lado, o banco fechou um acordo para investir R$ 1,5 bi e tornar-se acionista de outras quatro empresas listadas na B3.
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"Estamos reciclando nossa carteira, saindo de setores tradicionais e migrando para setores exportadores, setores do futuro", disse o presidente do banco, Aloizio Mercadante.
Com isso, o BNDES terminou o primeiro semestre com uma carteira de participações societárias avaliada em R$ 85,4 bilhões, uma queda de aproximadamente R$ 1,0 bilhão em relação ao final de 2025.
Apesar da venda de ações da Petrobras, a estatal ainda desponta como uma das principais investidas do banco, junto com JBS, Axia e Copel.
Balanço do 2T26
Os dados foram apresentados junto com o balanço do primeiro semestre de 2026 do BNDES.
🏦 O banco teve um lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no período, 25% maior na base anual. Com isso, o resultado recorrente acumulado em 12 meses chegou ao patamar recorde de R$ 17,1 bilhões.
O crescimento foi puxado sobretudo pelo crescimento da carteira de crédito expandida, que atingiu R$ 20,5 bilhões.
O BNDES aprovou R$ 110,6 bilhões em créditos no primeiro semestre, um volume 52% superior ao do mesmo período de 2025. Já os desembolsos somaram R$ 74,8 bilhões, alta de 37%.
O resultado reflete o maior financiamento da infraestrutura (+91%) e da agropecuária (+46%), além da expansão de crédito para o comércio e serviços (+27%), a indústria (+24%) e as micro, pequenas e médias empresas (+22%).
Na contramão, a inadimplência da instituição recuou para 0,05%, permanecendo abaixo da média do sistema financeiro nacional, que atingiu 4,68% em junho de 2026.
Já o lucro líquido do BNDES, que inclui o resultado das vendas de ações e o recebimento de dividendos, subiu 12% e atingiu R$ 14,9 bilhões no primeiro semestre.