Instituições de crédito projetam alta de 2,3% para o PIB em 2024

A atualização da projeção da Acrefi acompanha um movimento mais amplo de revisão das estimativas de crescimento econômico para o país.

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Publicado em 01/04/2024 às 14:40h - Atualizado em 11/09/2025 às 16:03h Publicado em 01/04/2024 às 14:40h Atualizado em 11/09/2025 às 16:03h por Matheus Silva

📊 A Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento) revisou para cima sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano de 2024, elevando-a de 2% para 2,3%.

A revisão, conduzida pelo economista-chefe da entidade, Nicolas Tingas, foi divulgada no relatório "Financeiro Acrefi" neste último fim de semana.

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Essa atualização da projeção da Acrefi acompanha um movimento mais amplo de revisão das estimativas de crescimento econômico para o país.

Recentemente, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicou a possibilidade de o governo federal aumentar sua previsão de crescimento para 2024 de 2,2% para 2,5%.

Essa tendência de revisão para cima é impulsionada, em parte, pela percepção do mercado de que o governo está adotando medidas de estímulo adicionais para impulsionar a economia, em resposta à queda recente na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

📈 O relatório da Acrefi destaca essa dinâmica, observando que as ações do governo se somarão ao aumento esperado nos gastos durante anos eleitorais.

Especificamente neste ano, a atual administração federal planeja intensificar os gastos para recuperar municípios governados pela oposição bolsonarista.

Essa combinação de esforços tende a mitigar os efeitos da postura mais restritiva adotada no início do ano devido à desaceleração no crescimento do PIB no final de 2023.

“O governo, inclusive agora reagindo à recente queda de popularidade, tem acentuado medidas e estímulos para impulsionar mais rapidamente o crescimento econômico”, elencou o economista da Acrefi.

Por outro lado, segundo destaca Tingas, o Banco Central demonstra maior cautela em relação ao cenário futuro, sinalizando uma postura mais conservadora na trajetória de redução da taxa Selic.

Na visão do economista, a postura do BC reflete a abordagem adotada pelo governo federal, que busca impulsionar a demanda agregada da economia.

Essa estratégia é impulsionada principalmente pelos elevados gastos eleitorais de Estados e municípios, combinados com uma expansão significativa do crédito privado, derivada de medidas em fase de elaboração, aprovação e implementação pelo Ministério da Fazenda.

"Tendo em vista o efeito multiplicador clássico da renda disponível no curto e médio prazo, resultante do aumento do emprego, renda e crédito, o PIB de 2024 deverá ser elevado para um patamar acima das expectativas atuais", ressalta Tingas.

💲Além disso, ele revisa sua projeção para a taxa Selic terminal neste ano, aumentando-a de 9% para 9,25% ao ano.