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Ibovespa encerrou o pregão desta terça-feira (29) em alta de 0,46%, aos 183.827,60 mil pontos, após passar boa parte do dia no campo negativo. O movimento de recuperação ganhou força ao longo da tarde, em meio ao alívio no câmbio, enquanto a proximidade das eleições mantém os investidores mais seletivos e o mercado volátil.
No mercado de moedas, o
dólar recuou 0,33%, a R$ 5,20, acompanhando a melhora do humor na reta final dos negócios. Já o
petróleo caiu 3,69%, a US$ 88,89, em um dia de pressão sobre a commodity.
O desempenho da Bolsa também foi influenciado pelos dados do mercado de trabalho brasileiro. O Caged registrou a criação de 165,8 mil postos de trabalho em agosto, resultado que veio acima do esperado e reforçou a percepção de que o mercado de trabalho segue aquecido, reduzindo o espaço para novos cortes de juros.
Divulgado no mesmo dia da Pnad Contínua, que apontou a menor taxa de desocupação da série histórica para o trimestre encerrado em agosto, o Caged reforçou o cenário de um mercado de trabalho aquecido.
"Esse ambiente tem ajudado a manter a inflação em patamar elevado e ainda distante da meta. A combinação dos dois resultados reduz o espaço para novos cortes da Selic, em um momento no qual o BC já mantém assimetria altista no balanço de riscos para a inflação", avaliou Vitor Kayo, economista sênior da Nomad.
Pela manhã, os juros elevados no exterior e os indicadores domésticos de emprego pesaram sobre o Ibovespa. Mesmo com o Caged mais forte do que o projetado, a Bolsa conseguiu recuperar as perdas e terminou o dia no azul. No mercado de fundos imobiliários, o
IFIX avançou 0,09%, aos 3.740,56 mil pontos.
Veja como operavam as bolsas em Nova York:
Veja também as maiores altas do Ibovespa
- AZZA3: +10,50%; R$ 17,14;
- DIRR3: +4,74%; R$ 10,16;
- COGN3: +4,27%; R$ 2,20;
- CURY3: +4,10%; R$ 28,72;
- VAMO3: +3,90%; R$ 4,00;
E as maiores baixas
- CSNA3: -9,85%; R$ 5,40;
- CMIN3: -5,74%; R$ 4,76;
- TEND3: -4,17%; R$ 27,33;
- YDUQ3: -4,14%; R$ 10,41;
- GGBR4: -3,55%; R$ 24,20.