Ibovespa sobe 1,60% e atinge o maior nível desde o início da guerra; veja o motivo

O índice encerrou esta quarta-feira (25) com alta de 1,60%, aos 185.424,28 pontos, maior patamar desde o dia 2 de março.

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Publicado em 25/03/2026 às 17:46h Publicado em 25/03/2026 às 17:46h por Matheus Silva
O petróleo Brent recuou com amplitude, embora ainda permaneça acima de US$ 100 o barril (Imagem: Shutterstock)
O petróleo Brent recuou com amplitude, embora ainda permaneça acima de US$ 100 o barril (Imagem: Shutterstock)
🚨 O Ibovespa (IBOV) encerrou esta quarta-feira (25) com alta de 1,60%, aos 185.424,28 pontos, maior patamar desde dois de março, primeiro pregão após o início da guerra no Irã. 
É a terceira sessão consecutiva de valorização. O dólar comercial recuou 0,65%, fechando a R$ 5,220, e os DIs caíram ao longo de toda a curva. 
O petróleo Brent recuou com amplitude, embora ainda permaneça acima de US$ 100 o barril.
O movimento acompanhou o otimismo global. Os principais índices em Nova York e nos mercados europeus também encerraram com ganhos.

Sinalização de negociação EUA-Irã anima mercados

O principal catalisador do pregão foi a movimentação diplomática dos EUA em direção a um possível acordo com o Irã. Informações indicaram que negociações poderiam ocorrer neste fim de semana no Paquistão. 
O mercado reagiu positivamente à perspectiva, mas a resposta inicial iraniana não foi encorajadora. Autoridades do país classificaram as propostas americanas como excessivas, e um líder militar iraniano chegou a zombar da tentativa americana. 
Em paralelo, o governo Trump enviou mais contingente para o Oriente Médio e Israel seguiu com bombardeios no Líbano.
"Os EUA falam que estão negociando com o Irã, mas parece que esqueceram de combinar com o Irã. Os mercados ficam operando em cima deste tipo de notícia", avaliou Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Warren Rena DTVM.
Ainda assim, analistas veem fundamento no otimismo. "Pode ser que estejamos convergindo para algum arrefecimento da guerra, o que faz com que volte a tese de cortes de juros, de expectativas de melhores resultados corporativos e de rali eleitoral", disse Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

Pesquisas eleitorais também movem o mercado

O pregão também foi impulsionado por novas pesquisas eleitorais.
Uma delas mostrou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno pela primeira vez. Outra apontou que a desaprovação do atual presidente subiu para 61%.

Apenas seis ativos fecharam no negativo

Dos componentes do Ibovespa, apenas seis encerraram em queda. A Azzas 2154 (AZZA3) liderou as perdas com recuo de 2,01%. A Prio (PRIO3) caiu 0,52%, acompanhando o recuo do petróleo.
Entre as altas, a Vale (VALE3) avançou 1,86% mesmo com o minério de ferro em queda. Os grandes bancos subiram: Bradesco (BBDC4) ganhou 1,80%, Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 1,32%, Banco do Brasil (BBAS3) subiu 0,89% e Santander (SANB11) fechou com alta de 0,50%. 
A Petrobras (PETR4) subiu 0,49% apesar do recuo do petróleo. Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) avançaram 0,24% e 0,66%, respectivamente.

Agenda de quinta-feira

Na quinta-feira (26), o mercado voltará as atenções para o IPCA-15 de março, primeiro indicador de inflação com reflexo do conflito no Oriente Médio, com previsão de alta de 0,3%. 
📊 O Banco Central também divulgará o relatório trimestral de política monetária, que deverá trazer novas sinalizações sobre o cenário brasileiro diante das incertezas globais.