O
Ibovespa terminou o pregão em queda de 2,50%, aos 167.723,56 mil pontos, enquanto o
dólar avançou 1,34% e fechou a R$ 5,17. O dia foi de pressão no mercado brasileiro, com o principal índice da B3 recuando mais de 2% e o IFIX também encerrando a sessão no campo negativo.
Entre os fundos imobiliários, o
IFIX, índice que reúne os fundos mais negociados da B3, caiu 0,49%, aos 3.724,15 pontos. O desempenho acompanhou a baixa registrada no mercado acionário. Na direção contrária, o
petróleo Brent, referência para o mercado internacional e com vencimento em outubro, subiu 1,36%, para US$ 88,91 o barril.
No universo das criptomoedas, o cenário foi dividido. O
Bitcoin (BTC) recuou 0,60%, enquanto o
Ethereum (ETH) avançou 0,50%, encerrando o dia em direções opostas. Lá fora, as bolsas também fecharam em queda, com:
O que está por trás da queda do Ibovespa
No Brasil, o movimento negativo ocorre após o Banco Central sinalizar, na
ata do Copom, que o ciclo de cortes da taxa de juros pode ter chegado ao fim. Já o
IPCA, índice oficial de preços do país, apresentou a menor leitura para julho desde 2022.
"Mesmo que o IPCA tenha retornado ao teto da meta e dado certo espaço de manobra no curto prazo ao Copom, o cenário ainda é desafiador. Com a maior dependência do Ibovespa de fluxo estrangeiro e o cenário geopolítico incerto, o mercado doméstico tem se mostrado particularmente sensível ao noticiário", pontuou Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad.
Além disso, o
JP Morgan rebaixou o Brasil para neutro. "Com esse aumento do risco brasil, outros ativos que vem se deteriorando são tanto os juros futuros quanto o dólar. Outro fator que influencia a moeda americana é a fuga de capital do Brasil e indo para países desenvolvidos, já que nos dias 6 e 7 de agosto, o fluxo de capital estrangeiro foi negativo em 2,46B e 2,26B de reais", avaliou Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital.
Segundo o especialista, a pesquisa CNT/MDA também passou a influenciar o desempenho do Ibovespa, do dólar e dos juros futuros. O levantamento aponta o atual presidente na liderança tanto no primeiro quanto no segundo turno contra
Flávio Bolsonaro.
No mercado americano, os investidores permanecem em compasso de espera, acompanhando as informações sobre a possível reabertura do estreito de Ormuz e as perspectivas de um eventual acordo entre Estados Unidos e Irã.
Veja também as maiores altas do Ibovespa
- CMIN3: +1,47%; R$ 5,54;
- NATU3: +1,36%; R$ 8,19;
- BRAV3: +1,08%; R$ 18,70;
- MBRF3: +0,94%; R$ 16,09;
- SANB11: +0,62%; R$ 29,43;
E as maiores baixas
- USIM5: -7,26%; R$ 6,64;
- BPAC11: -5,86%; R$ 50,10;
- RADL3: -5,47%; R$ 18,32;
- HAPV3: -5,24%; R$ 9,76;
- CYRE3: -5,03%; R$ 20,38.