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Ibovespa (IBOV) acumula alta de 11% em outubro, o segundo melhor desempenho mensal do ano, impulsionado pelo chamado trade eleitoral e pela expectativa de mudança de governo.
Boa parte desse movimento tem origem no dinheiro estrangeiro, e um estudo do BTG Pactual divulgado nesta quarta-feira (21) sugere que o fluxo pode estar apenas começando.
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Só neste mês, até o dia 19, os investidores estrangeiros injetaram R$ 19,9 bilhões na bolsa brasileira, segundo dados da
B3 (B3SA3). No acumulado do ano, o saldo chega a R$ 47,3 bilhões, quase o dobro dos R$ 25,5 bilhões aportados em 2025.
Alocação ao Brasil caiu de 7,6% para 5,8%
Apesar do volume expressivo, o BTG avalia que a exposição dos estrangeiros ao Brasil continua baixa.
Entre os fundos de mercados emergentes globais, a alocação média ao país caiu de 7,6% em abril para 5,8% no último mês. Considerando apenas a parcela brasileira nesses fundos, a queda foi de 6% para 4,7%.
É justamente nessa diferença que mora o potencial apontado pelo banco. Segundo os cálculos da instituição, o simples retorno das alocações aos níveis anteriores representaria um ingresso de R$ 125 bilhões, equivalentes a US$ 25 bilhões.
Em cenários mais otimistas, os números crescem bastante. Com uma participação de 8%, os aportes poderiam alcançar R$ 315 bilhões, ou US$ 63 bilhões. Já em um cenário de 10%, o fluxo chegaria a R$ 500 bilhões, o equivalente a US$ 100 bilhões.
Brasil representa apenas 0,37% dos ativos globais
A comparação com o mercado global reforça o argumento. Os fundos internacionais administram cerca de R$ 28 trilhões, ou US$ 7 trilhões, mas o Brasil responde por apenas 0,37% desses ativos totais. O gestor global médio mantém aproximadamente 0,67% da carteira no país.
Se a participação brasileira nos ativos globais subisse para 1%, o país poderia receber um fluxo adicional de R$ 220 bilhões, equivalentes a US$ 44 bilhões.
Petrobras, Vale e PRIO concentram dois terços do dinheiro
O estudo também mapeou onde esse capital costuma ser aplicado. Considerando os últimos seis anos e um recorte de entradas mensais de R$ 5 bilhões ou mais, os aportes estrangeiros na bolsa somam R$ 56 bilhões, com forte preferência por ações listadas no Ibovespa.
A concentração é notável. A
Petrobras (PETR4) sozinha recebeu R$ 18 bilhões, o equivalente a 32% do total. A
Vale (VALE3) captou R$ 11 bilhões, ou 19%, e a
PRIO (PRIO3) ficou com cerca de R$ 7 bilhões, aproximadamente 13%. Juntas, as três companhias concentraram cerca de dois terços de todo o fluxo.
Small caps ficam com menos de 1% do fluxo cada
📊 Individualmente, cada uma dessas companhias representou menos de 1% do total apurado, e o grupo todo somou aproximadamente 3% do fluxo estrangeiro no período.