Governo aperta cerco e notifica fintechs por movimentar dinheiro de bets ilegais

Empresas podem responder por facilitar operações de plataformas de apostas irregulares, enquanto a PF avança com novas investigações.

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Publicado em 08/07/2026 às 16:13h - Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h Publicado em 08/07/2026 às 16:13h Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h por Wesley Santana
Bets precisam de aprovação do Ministério da Fazenda para opera no Brasil (Imagem: Shutterstock)
Bets precisam de aprovação do Ministério da Fazenda para opera no Brasil (Imagem: Shutterstock)

O governo federal tem apertado o cerco contra as empresas de apostas virtuais. Desta vez, notificou mais de 35 fintechs por supostamente estarem movimentando o dinheiro de bets que não estão legalizadas no país.

De acordo com o Ministério da Fazenda, essas instituições financeiras teriam registrado transações de ao menos 160 casas de apostas. Parte dessas ilegais já tiveram suas páginas online derrubadas pela pasta.

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O governo não divulgou a lista de fintechs que foram notificadas para não comprometer o trabalho de investigação. Também não foram informados dados como os valores envolvidos nas transações, já que há sigilo bancário em muitos casos.

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No mês passado, o governo já havia publicado um decreto que aumentava a rigidez para as casas de apostas ilegais. Todos os recursos dessas empresas poderão ser bloqueados e repassados ao fisco brasileiro, além da responsabilidade solidária para as instituições financeiras nas quais os valores circulassem.

Segundo a pasta, depois dessa mudança, cinco casas de apostas teriam encerrado suas atividades. No entanto, ainda há centenas de empresas que não estão autorizadas, mas operam no país.

O governo mantém uma lista de bets que estão autorizadas, as quais cumpriram alguns dos requisitos solicitados pelo Planalto. Um deles é ter reserva financeira de R$ 5 milhões, e outro é usar o código “.bet” em sua URL para identificar o setor de atuação.

Operação Véu de Maia

Nesta semana, outras dezenas de empresas passaram a ser alvo de investigação da Polícia Federal por serem negócios de fachada para bets. Essas seriam responsáveis por lavar o dinheiro levantado pelas bets não regulamentadas.

A lista teria sido montada pela Secretaria de Prêmios e Apostas, que foi criada para regulamentar esse setor. As empresas teriam usado criptomoedas para enviar parte dos recursos ao exterior.

“Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, além de buscas pessoais, nas cidades de Aparecida de Goiânia/GO, Goiânia/GO, São Paulo/SP, Ribeirão Preto/SP, Porto Alegre/RS e Canoas/RS**,** disse a PF. "Os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, organização criminosa e outros delitos eventualmente identificados no curso da investigação”.