Ethereum (ETH): O que você deveria saber em meio ao rali cripto em 2026?
ETFs de Ethereum registram fluxos recordes de dinheiro, mas retorno ainda não bate outras altcoins.
Os ETFs de Ethereum (ETH), fundos de índice que seguirão o comportamento da segunda maior criptomoeda do mundo, estreiam nesta terça-feira (23) no mercado americano.
A SEC (Securities and Exchange Commission), Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, havia aprovado os ETFs de Ethereum em maio. Contudo, só liberou na noite de segunda-feira (22) os documentos que faltavam para os fundos entrarem em negociação.
🪙 Ao todo, a SEC aprovou o lançamento de nove ETFs de Ethereum propostos por oito gestoras de investimentos: BlackRock, Fidelity, 21Shares, Invesco Galaxy, Franklin Templeton, VanEck, Bitwise e Grayscale, a única a ter dois produtos neste primeiro momento.
De acordo com dados coletados pelo analista de criptomoedas da "Bloomberg", James Seyffart, os ETFs de Ethereum já receberam mais de US$ 600 milhões nas primeiras horas de negociação nos Estados Unidos. Os fundos administrados por Grayscale, BlackRock e Fidelity são os mais procurados até o momento.
O analista calcula que os ETFs de Ethereum devem movimentar US$ 1 bilhão no primeiro dia de negociação no mercado americano. Se o número se confirmar, será algo em torno de 20% do negociado na estreia dos ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos, que levantaram US$ 4,6 bilhões ao no primeiro dia de negociação no mercado americano, em 11 de janeiro.
💰 Na avaliação do banco Citi, os ETFs de Ethereum devem atrair de US$ 4,7 bilhões a US$ 5,4 bilhões nos primeiros seis meses de negociação. Há ainda uma expectativa que, depois disso, ETFs lastreados em outras criptomoedas avancem no mercado americano.
O Ethereum, por sua vez, opera em baixa nesta terça-feira (23). Às 15h50, a criptomoeda caia 0,76% e era negociada a US$ 3.446. No acumulado do ano, no entanto, o Ethereum ainda acumula uma valorização superior a 50%. Afinal, o teve picos de altas nos últimos meses diante da expectativa pelo lançamento dos ETFs.
Leia também: Saída de Biden agitou mundo político e financeiro; veja repercussão
Os ETFs à vista permitem que os investidores tenham exposição ao Ether, a criptomoeda negociada na rede Ethereum, sem ter de comprar diretamente o token. Além do acesso facilitado ao token, os ETFs de Ethereum prometem custos menores do que os necessários para manter um Ether na Ethereum.
A Grayscale, por exemplo, está oferecendo taxa de administração 0% durante os seis primeiros meses dos seus ETFs de Ethereum ou até cada fundo bater os R$ 2 bilhões, o que acontecer primeiro. Depois disso, a taxa será de 0,15%.
Já a BlackRock destacou os diferenciais do token ao apresentar o seu primeiro ETF de Ethereum. O head de ETFs temáticos da BlackRock, Jay Jacobs, afirmou em vídeo que, além de ser a segunda maior cripto do mercado, o Ethereum "é um blockchain altamente programável que fornece infraestrutura para uma ampla gama de ativos e casos de uso".
"Embora muitos vejam o apelo principal do Bitcoin em sua escassez, muitos consideram o apelo do Ethereum em sua utilidade", afirmou Jacobs, citando os contratos inteligentes como uma possibilidade de uso da rede.
É importante lembrar, no entanto, que criptomoedas como o Ether estão sujeitas a grandes variações de preço e, consequentemente, a um risco significativo. Por isso, os ETFs de Ethereum não são recomendados para todos os investidores.
Vale lembrar que o Brasil conta com ETFs atrelados a criptomoedas há mais tempo do que os Estados Unidos. Por isso, já é possível investir em um ETF de Ethereum por aqui. A opção disponível na B3 é o Ether Hash (ETHE11), da gestora Hashdex.
ETFs de Ethereum registram fluxos recordes de dinheiro, mas retorno ainda não bate outras altcoins.
ETH briga para se manter acima dos US$ 2 mil, enquanto o BTC corre risco de cair aos US$ 55 mil.