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Grupo Energisa (ENGI11) concluiu, nessa quarta-feira (12), a venda de cinco ativos de transmissão já em operação para a
Taesa (TAEE11), em uma operação de R$ 2,4 bilhões, incluindo a dívida líquida dos ativos. O negócio foi fechado a um múltiplo de aproximadamente 10 vezes o Ebitda, diz comunicado da empresa.
Após as aprovações da ANEEL, do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e dos credores, passaram para a Taesa as subsidiárias Energisa Tocantins Transmissora 1 (ETT 1), Energisa Tocantins Transmissora 2 (ETT 2), Energisa Pará 1 (EPA 1), Energisa Pará (EPA 2) e Energisa Goiás (EGO).
O múltiplo pago pelos ativos ficou proporcionalmente acima daquele atribuído atualmente pelo mercado às ações do conjunto da Companhia, próximo de 7 vezes o Ebitda. Segundo a Energisa, essa diferença reflete o valor gerado pelo Grupo durante o desenvolvimento e a operação dos empreendimentos.
"A venda desses ativos maduros traduz o que entendemos por disciplina na alocação de capital: construir bem, operar bem e reciclar o capital quando o valor que ele tem para o comprador é superior ao valor que ele agrega dentro do nosso portfólio", afirma Maurício Botelho, CFO do Grupo Energisa.
Os recursos obtidos com a operação serão usados para reduzir o endividamento da companhia. Considerando também a venda de ações preferenciais da Denerge, no valor de R$ 1,4 bilhão, a transação contribuiu para reduzir a alavancagem da Energisa, medida pela relação Dívida Líquida/Ebitda, de 3,5 vezes para 3,1 vezes em junho.
Apesar da venda, a Energisa continua presente no segmento de transmissão por meio da operação de seis ativos: EAM 1, EPT, EAP, LMTE, LXTE e LTTE.
A companhia também mantém outros três empreendimentos em construção: a fase 2 da Energisa Amazonas 1 (EAM 1), a Energisa Amazonas 2 (EAM 2) e a Energisa Maranhão (EMA). As entregas estão previstas para ocorrer entre agosto de 2027 e junho de 2030.