Augusto Cury fala em pedir adiamento da eleição após debate cancelado; confira

O candidato Augusto Cury afirmou nesta sexta-feira (2) que o Avante avaliou pedir o adiamento da eleição por uma semana, a dois dias do 1º turno.

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Publicado em 02/10/2026 às 14:54h - Atualizado em 02/10/2026 às 14:57h Publicado em 02/10/2026 às 14:54h Atualizado em 02/10/2026 às 14:57h por Matheus Silva
Pela 1ª vez em 20 anos, os líderes chegaram ao 1º turno sem debate na TV (Imagem: Renato Pizzutto/Band)
Pela 1ª vez em 20 anos, os líderes chegaram ao 1º turno sem debate na TV (Imagem: Renato Pizzutto/Band)
🚨 A reta final da corrida presidencial ganhou um novo capítulo de tensão. O candidato Augusto Cury (Avante) afirmou nesta sexta-feira (2) que seu partido avalia pedir o adiamento das eleições por uma semana, a apenas dois dias do primeiro turno, marcado para domingo (4).
A declaração foi dada durante um protesto realizado em frente ao STF (Supremo Tribunal Federal), organizado em reação ao cancelamento do debate presidencial da TV Globo, que estava previsto para a noite de quinta-feira (1º). 
Integrantes do Avante compareceram ao ato vestidos de preto e fizeram um minuto de silêncio, classificando os episódios que levaram ao cancelamento como um problema para o funcionamento da democracia.
Cury já havia se manifestado contra o desfecho na noite anterior. Em entrevista concedida logo após o cancelamento, o candidato afirmou que a sequência de decisões judiciais gerou "insegurança jurídica" e criticou o protagonismo assumido pelo Supremo no processo eleitoral.

Decisões judiciais mudaram as regras do debate horas antes da transmissão

O encontro da Globo seria o último embate entre os presidenciáveis antes da votação, mas acabou suspenso depois que decisões do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e do STF alteraram seu formato a poucas horas do início.
A primeira mudança veio da ministra Estela Aranha, do TSE. Ela proibiu a emissora de manter no estúdio um púlpito vazio identificado com o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia optado por não participar. A decisão também vetou que os demais candidatos dirigissem perguntas ao presidente ausente.
Na sequência, o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou a inclusão de Renan Santos (Missão) no debate. O partido não atendia à exigência legal de contar com pelo menos cinco representantes no Congresso Nacional, mas Gilmar entendeu que deixá-lo de fora seria incompatível com o princípio da igualdade de chances, já que candidatos com desempenho inferior nas pesquisas teriam participação garantida.

Flávio desistiu e Globo cancelou o encontro

Diante das alterações, o senador Flávio Bolsonaro (PL) decidiu não comparecer ao debate. A Globo, então, optou por cancelar o programa, argumentando que as mudanças de última hora provocaram "insegurança jurídica" e interferiram na liberdade da emissora para organizar o encontro.
Com o cancelamento, a disputa presidencial de 2026 chega à reta final sem que Lula e Flávio Bolsonaro, os dois candidatos à frente nas pesquisas, tenham se enfrentado diretamente em um debate televisionado. 
📊 É a primeira vez em 20 anos que uma campanha presidencial encerra o primeiro turno sem um confronto na televisão entre os dois nomes mais bem posicionados nos levantamentos de intenção de voto.